16 de agosto de 2026
IMPASSE

Servidores recusam proposta de data-base da Prefeitura de Anápolis e ameaçam greve

Professores e trabalhadores da centralizada reprovaram unanimemente oferta de reajuste de 1% e parcelamento de retroativo de 2025
Assembleia de servidores em Anápolis não resultou em acordo. (Foto: Lucivan Machado)
Assembleia de servidores em Anápolis não resultou em acordo. (Foto: Lucivan Machado)

A proposta inicial de data-base enviada pelo prefeito de Anápolis, Márcio Corrêa (PL), foi rejeitada pelos sindicatos que representam professores e servidores da administração centralizada no município. A gestão ofereceu 1% de reajuste salarial e, em assembleias, o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (SindiAnápolis) e dos Professores da Rede Municipal de Ensino (Sinpma) recusaram unanimemente a oferta.

O Sinpma exige o cumprimento do Piso Nacional do Magistério, estabelecido pelo Ministério da Educação em 2026 no patamar de 5,4%. Por sua vez, o SindiAnápolis cobra 14,65% – dos quais 4,26% são relativos ao índice inflacionário de 2025 e os 10,39% restantes são de perdas que a categoria diz ter tido em outros anos.

Ainda está em debate o pagamento do retroativo da data-base de 2025 relativo ao mês de janeiro. No ano passado, os reajustes das categorias foram concedidos apenas em fevereiro. A prefeitura não pagou o corresponde ao reajuste do primeiro mês e, agora, Corrêa sugeriu parcelar o valor, cujo impacto calculado pelo Centro Administrativo é de R$ 3 milhões, em quatro vezes e iniciar a quitação em março. Este termo também foi rejeitado por unanimidade nas assembleias.

Greve no radar

O Sinpma marcou nova assembleia para o dia 24 de fevereiro, às 17h30, agora com um indicativo de greve. Caso não haja acordo com a prefeitura até lá, os professores ameaçam paralisar as atividades na rede municipal de ensino.

“As propostas foram totalmente rejeitadas pela categoria. Deliberamos por uma nova assembleia. Vamos encaminhar uma nova proposta ao prefeito, de 4% agora e o restante, de 1,4%, para pagamento em agosto. É o que encaminhamos para o prefeito para retomar as negociações. Pois 1% não aceitamos”, disse ao DG a presidente do Sinpma, professora Márcia Abdala.

O prefeito marcou para sexta-feira (13) uma agenda com as diretorias dos sindicatos para tratar da data-base. A ideia é tentar fechar um acordo antes do fechamento da folha de fevereiro. Os reajustes, depois de aprovados em assembleia, ainda precisam de aprovação da Câmara Municipal.

O SindiAnápolis ainda não marcou nova assembleia justamente para avaliar a contraproposta do prefeito, mas segundo o vice-presidente da entidade, Gilmar Martins, a entidade avalia até “medidas judiciais” caso o diálogo não prospere.


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