18 de abril de 2024
Reivindicação • atualizado em 20/02/2024 às 18:41

Servidores do Banco Central pedem aumento salarial e anunciam paralisação de 48 horas

Pelo menos metade dos servidores do BC aderiram à manifestação. A reinvidicação é por reajuste de 36% e reestruturação da carreira
Se os servidores e o governo federal não entrarem em acordo, poderá ser deflagrada greve. Foto: EBC
Se os servidores e o governo federal não entrarem em acordo, poderá ser deflagrada greve. Foto: EBC

Reivindicando aumento salarial e valorização de carreira, os servidores do Banco Central (BC) anunciaram paralisação de 48 horas, a partir desta terça-feira (20). Os funcionários pedem aumento de 36% e o governo federal ofereceu apenas 13% de reajuste.

Conforme a categoria, o objetivo da manisfetação é “demonstrar a insatisfação e a unidade da categoria na busca por uma proposta satisfatória do governo quanto à pauta de valorização da carreira de Especialista”. Segundo o Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal), cerca de metade dos servidores aderiram à paralisação, aprovada durante assembleia realizada no dia 9 de fevereiro, quando foi rejeitada a proposta do governo de conceder reajuste de 13%, parcelado para 2025 e 2026.

Na assembleia, também foi informado que os servidores deveriam entregar os cargos comissionados, o que incluiria cargos de gerências e diretorias, com o objetivo de “provocar uma asfixia operacional e burocrática no órgão, como forma de pressionar o governo a atender às demandas da categoria”. Com base na decisão, 500 cargos foram entregues. A dispensa, no entanto, não foi efetivada até o momento pelo BC, conforme o presidente nacional do Sinal, Fábio Faiad.

Por conta da decisão, o Banco Central adiou para quinta-feira (22) a publicação do Boletim Focus. Por fim, o Sinal alerta que há possibilidade de greve. “Se a próxima reunião com o MGI (Ministério da Gestão e Inovação), agendada para o dia 21 de fevereiro, não resultar em avanços significativos, haverá um indicativo para a deflagração de uma greve por tempo indeterminado”.

Com informações da Agência Brasil


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Luana Cardoso

Luana

Estagiária de Jornalismo do convênio entre a UFG e o Diário de Goiás.