15 de agosto de 2022
Crise • atualizado em 25/03/2022 às 11:03

Servidores da Educação protestam por melhorias no Imas e criticam gestão de Cruz

Em greve, professores pedem valorização e respeito à carreira e também aos serviços prestados aos trabalhadores pelo instituto
Manifestação em frente ao Imas. (Foto: Domingos Ketelbey/DG)
Manifestação em frente ao Imas. (Foto: Domingos Ketelbey/DG)

Trabalhadores da Educação protestam em frente à sede do Instituto Municipal de Assistência à Saúde dos Servidores de Goiânia (Imas) na manhã desta sexta-feira (25). Em greve, a categoria pede melhoria nos serviços e se posicionam contra a privatização do instituto.

“O Imas é nosso. Não aceitamos privatização. Paga o Imas, prefeito. Paga o professor”, disse a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Goiás (Sintego), Bia de Lima.

Ela ainda ressaltou: “Nossa greve não é só por salário. Lutamos pela valorização dos profissionais da educação”. A presidente do Sintego teceu ainda críticas ao prefeito Rogério Cruz. “Prefeito, a educação na rua, a culpa não é minha, é sua. Quem está aqui tem compromisso com a qualidade da educação. Por isso estamos nas ruas”, completou.

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Greve

O Sintego informou também que um representante foi enviado ao Paço nesta manhã para apresentar estudos e os novos percentuais de reajuste para o prefeito Rogério Cruz. Todavia, conforme informou o sindicato, ainda não há audiência marcada com Cruz.

O Paço ofereceu 7,5% de reajuste e 9,3%, o que desagradou os servidores, que deflagraram greve no dia 15 de março.

Presidente disse que Imas não será privatizado

O presidente do Imas, Jeferson Leite da Silva, garantiu, em reunião com sindicados de servidores municipais no dia 17 de março, que o instituto não será privatizado.

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De acordo com Silva, os contratos com prestadores estão sendo quitados, segundo normativa do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM). “Em relação aos credenciados, que estavam com o pagamento do mês de agosto em atraso, o repasse já foi feito em sua totalidade, sendo que na próxima semana, iniciam-se os pagamentos do mês de setembro aos prestadores”, afirmou.

Neste ano, diversos hospitais e clínicas credenciadas pelo plano de saúde dos servidores municipais suspenderam atendimentos por falta de pagamento.

A crise culminou na troca do comando do Imas, com a substituição de Luiz Carlos da Silva Júnior, o Júnior Café, por Jeferson Leite da Silva. Café, posteriormente, foi nomeado secretário executivo para Assuntos Sociais do Gabinete do Prefeito.