Senador Canedo fechou o ano de 2025 como o expoente do mercado imobiliário goiano. Uma pesquisa da Associação de Desenvolvedores Urbanos (ADU) com a Brain Consultoria mostrou que o município vendeu mais que o dobro, em Valor Geral de Vendas (VGV), que Goiânia.
De acordo com o levantamento, Senador Canedo foi responsável por R$ 569 milhões de VGV, enquanto a capital ficou em segundo, com R$ 275 milhões. O terceiro mercado do ano foi Abadia de Goiás, com VGV de R$ 237 milhões. Aparecida de Goiânia fechou 2025 como R$ 216 milhões.
O estudo englobou a capital e outras 19 cidades que integram a Grande Goiânia. Segundo Marcelo Gonçalves, sócio-consultor da Brain, Senador Canedo tem se destacado pelo volume de empreendimentos de alto padrão. Ele destaca que o município também ofereceu infraestrutura que acompanha o desenvolvimento imobiliário.
“(Senador Canedo) ainda tem muito mercado. A cidade e a região vêm ganhando qualidade e atende ao mercado de alto padrão de Goiânia, que hoje tem menor espaço para esse desenvolvimento”, explicou em entrevista ao DG.
Boom fora da capital
A cidade com o maior número de lotes colocados à venda em 2025 é Abadia de Goiás, com 1.752. Goiânia ainda tem protagonismo, apesar da saturação, e aparece em segundo, com 1.297, quase num empate com Senador Canedo, com 1.296. O quarto lugar é de Trindade, com 1.062.
Somadas, as três não capitais tiveram 4,1 mil novos terrenos disponíveis para compradores no ano passado. “Cada uma delas tem uma variação de padrão. É condomínio fechado ou loteamento aberto. Característica é específica para cada região. E tem o que chamamos de movimento pendular. Depois de alguns anos, esse movimento pendular pode se voltar para o vertical”, destaca Gonçalves.
O presidente do Secovi Goiás, Antônio Carlos da Costa, destaca que as GOs-020, rumo a Senador Canedo e Bela Vista de Goiás, e 462, em Santo Antônio, são hoje pontos de atenção para o setor. Ele também cita a saída para Aragoiânia e a Rodovia dos Romeiros. “A questão de as pessoas procurarem algo teoricamente mais distante e trabalharem mais online, é uma tendência para atender qualidade de vida. As pessoas querem menos mobilidade e mais qualidade de vida”, justifica.
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