15 de outubro de 2026
Fiscalização • atualizado em 06/10/2025 às 19:57

Semad inicia operação para responsabilizar autores de incêndios no Cerrado goiano

Até o momento, cerca de 73 mil hectares foram queimados, sendo 28,8 mil em Niquelândia, 43,6 mil em Cavalcante e 532 em Alto Paraíso de Goiás
Queimadas já atingem 73 mil hectares e mobilizam órgãos estaduais. Foto: Semad.
Queimadas já atingem 73 mil hectares e mobilizam órgãos estaduais. Foto: Semad.

A Secretaria de Estado de e Desenvolvimento Sustentável (Semad) iniciou nesta segunda-feira (6) uma operação para responsabilizar pessoas que provocaram ou contribuíram para os que atingem a vegetação nativa do Cerrado nas regiões norte e nordeste de Goiás. Até o momento, cerca de 73 mil hectares foram queimados, sendo 28,8 mil em Niquelândia, 43,6 mil em Cavalcante e 532 em Alto Paraíso de Goiás.

A ação é realizada em parceria com o Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Polícia Civil e demais órgãos integrantes do Comitê Estadual de Gestão de Incêndios Florestais (Cegif), criado em maio deste ano. A equipe iniciou a operação em Niquelândia, segue para Cavalcante na terça-feira, Alto Paraíso na quarta e Flores de Goiás na quinta.

Munidos de imagens de satélite que indicam o início das cicatrizes de fogo, os técnicos da realizam checagem em campo para confirmar ou descartar as informações. Quem for responsabilizado por provocar pode receber multa que varia de R$ 3 mil a R$ 50 milhões, além de cumprir até oito anos de reclusão.

A Semad atua na linha de frente desde o início das queimadas, cedendo bombeiros militares dos parques estaduais Águas do Paraíso (Peap) e Pirenópolis (PEP) e da Estação Ecológica de Nova Roma, além de equipamentos e logístico.

Responsabilização

Para ações comissivas, são considerados critérios como: fogo confinado em glebas específicas, origem em áreas internas de difícil acesso, recorrência de focos, prática agropecuária subsequente, ausência de autorização de queima e ausência de danos a infraestruturas da propriedade.

Já a responsabilização por omissão leva em conta a falta de aceiros, ausência de medidas preventivas, não comunicação do incêndio, falta de tentativa de controle do fogo e incêndio causado por faíscas de maquinário.


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