18 de fevereiro de 2026
ACORDO DISTANTE

Sem negociação, greve dos médicos se estende e afetará serviços nesta quarta-feira (14)

Além de médicos, outros profissionais de saúde estão de braços cruzados e reivindica melhorias
Foto: Sindsaúde
Foto: Sindsaúde

A greve dos médicos credenciados que atuam na rede pública em Goiânia manterão paralisados os atendimentos eletivos nesta quarta-feira (14). O movimento paredista começou nesta terça-feira (13) e não há prazo para o fim. O Sindicato dos Médicos de Goiás (Simego) cita desvalorização salarial e más condições de trabalho como motivos para a deflagração da greve.

Ao DG, a presidente do Simego, Franscine Leão, explicou que a categoria está em “mobilização permanente pela penalização da redução salarial e outras falhas nas reivindicações por parte da gestão”. O sindicato alega que já oficiou duas vezes a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), mas “não há qualquer sinal de negociação”.

Leão afirmou que os trabalhadores fazem uma avaliação contínua da greve e seus efeitos, mas vão mantê-la até que as reivindicações sejam atendidas.

“Os médicos estão em assembleia em caráter permanente e permanecerão paralisados nos atendimentos eletivos até que a SMS sinalize qualquer possibilidade de negociação com melhorias para a categoria e para a população”, afirma.

O Sindicato dos Trabalhadores do Sistema de Saúde de Goiás (SindSaúde) informou que a paralisação também abrange outros profissionais de saúde credenciados que protestam contra salários que estariam em atraso desde novembro. As más condições de trabalho também são citadas.

À reportagem, o SindSaúde informou que a greve está mantida. Conforme a entidade, muitas unidades da rede aderiram e estão com limitações em serviços. O sindicato, contudo, não detalhou quantas ou quais unidades foram afetadas.

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia informou que, no novo credenciamento dos profissionais, os valores dos plantões médicos estão adequados à realidade de mercado em Goiânia, com base em estudo de impacto orçamentário e financeiro.

A pasta disse ainda que o pagamento é previsto para o 20º dia do mês seguinte e, portanto, não há atraso. Sobre os insumos, a secretaria informou que, em 2025, foram adquiridos mais de 200 tipos de medicamentos e insumos que estavam em falta nas redes de atenção à saúde.


Leia mais sobre: / / Cidades