O prefeito Sandro Mabel (UB) comunicou, nesta terça-feira (25), o encerramento da mesa de negociação relativa à reestruturação da tabela de vencimentos e ao Plano de Carreira dos Trabalhadores Administrativos da Rede Municipal de Educação de Goiânia. De acordo com a administração, ficam retiradas todas as propostas até então apresentadas pelo município à categoria no âmbito das tratativas encerradas. A greve permanece.
Mabel fez críticas às gestões anteriores, que segundo ele “deixaram a categoria esquecida, acumularam uma dívida história e empurraram o problema com a barriga”. A proposta apresentada pelo Paço prevê impacto financeiro de R$ 62 milhões até 2030.
“Nós tivemos a coragem de colocar uma proposta real na mesa para começarmos a mudar essa história. Sei que ainda não é o cenário ideal que vocês merecem e que nós queremos entregar. É um ponto de partida para a reconstrução de um plano de carreira justo. É o começo da reparação de uma injustiça de anos, feita com os pés no chão. Com respeito e responsabilidade ao longo de toda a nossa gestão”, completou o prefeito.
A administração acusou ainda que a decisão da categoria de permanecer em greve parte de um uso político da causa por Bia de Lima (PT), que preside o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego); a vereadora Ludmylla Morais (PT), vice-presidente da entidade e presidente em exercício; e a vereadora Kátia Maria (PT).
Proposta
No documento endereçado ao Sintego, a administração municipal argumentou que empenhou todos os esforços técnica e financeiramente viáveis para a construção de uma proposta que atendesse, na maior medida possível, às reivindicações da categoria, sem descurar da observância aos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal.
A proposta final apresentada pelo Paço em 21 de agosto de 2026, contemplou, dentre outros pontos: elevação do piso salarial do Nível I para R$ 1.640,00, com reestruturação progressiva da tabela de vencimentos até 2030; pagamento, na folha de agosto, de bonificação extraordinária a título de auxílio-locomoção referente ao mês de julho; antecipação da data-base para o mês de janeiro de cada ano, medida que supera a que se encontrava vigente desde 2016; garantia de que a participação no movimento grevista não prejudicaria o cálculo ou o pagamento integral da gratificação de final de ano; abono integral e incondicional dos dias de paralisação, com preservação de remuneração, tempo de serviço, férias, 13º salário, gratificações, benefícios, progressões e demais vantagens funcionais e previdenciárias; e previsão de Termo de Adesão facultativo, mediante manifestação expressa dos servidores interessados.
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