16 de setembro de 2026
REAÇÃO • atualizado em 19/08/2026 às 16:11

Secretário rebate críticas de candidatos sobre fila de cirurgias em Goiás: “Temos 25 mil pacientes”

Rasível dos Reis contesta críticas sobre mais de 100 mil pacientes e afirma que espera média por cirurgia é de 85 dias
Secretário reagiu às críticas e citou números bem diferentes - Foto: DG
Secretário reagiu às críticas e citou números bem diferentes - Foto: DG

O secretário estadual de Saúde, Rasível dos Reis, rebateu críticas de candidatos ao de Goiás que citaram uma suposta fila de mais de 100 mil pacientes à espera de cirurgias eletivas no Estado. Os números apresentados pelo titular da SES-GO, indicam uma fila de 25 mil pacientes, com tempo médio de espera de 85 dias para a realização dos procedimentos, em especial para ortopedia, vascular e oftalmologia.

Em entrevista ao editor-geral do Diário de Goiás, jornalista Altair Tavares, Rasível afirmou que Goiás adotou uma fila única para as cirurgias em todo o Estado, com o objetivo de organizar a demanda e definir as prioridades de atendimento. Segundo ele, o modelo permite identificar quais procedimentos devem ser realizados primeiro.

Secretário diz que Goiás tem 25 mil pacientes na fila

De acordo com ele, a fila de cirurgias eletivas atualmente tem 25 mil pacientes. O secretário afirma que o Estado está trabalhando com a priorização dos casos e realizando um volume considerado elevado de procedimentos.

Uma das estratégias adotadas, pontua o secretário, foi passar a realizar cirurgias definitivas priorizando pacientes que sofreram fraturas em acidentes de moto ou carro. Conforme explicou, anteriormente esses pacientes poderiam passar por uma primeira cirurgia, com colocação de fixador externo, e retornar posteriormente para um segundo procedimento.

Hoje, segundo Rasível, ao realizar a cirurgia definitiva desses pacientes, o sistema evita que esses casos voltem a engrossar a fila de cirurgias eletivas.

Estado realizou 35 mil cirurgias eletivas em 2025

Rasível afirmou que Goiás realizou 35 mil cirurgias eletivas em 2025, além das cirurgias de urgência.

Na entrevista, ele comparou o volume atual com o registrado em 2018, ou seja, antes da gestão do ex-governador Ronaldo Caiado. Segundo o secretário, naquele período eram realizadas quase 2.100  cirurgias por ano. Ele frisou que atualmente são realizadas quase 3 mil cirurgias por mês. E ainda destacou o total de 35 mil cirurgias eletivas realizadas em 2025, volume “15 a 16 vezes maior do que eles faziam”.

O secretário afirmou ainda que o Estado está realizando cirurgias de forma regionalizada e trabalhando com as prioridades dos pacientes.

Tempo médio de espera é de 85 dias, garante Rasível

Questionado sobre o nível considerado adequado para a fila, Rasível assegurou que atualmente os pacientes estão sendo operados, em média, após 85 dias de espera.

Segundo ele, o governo está fazendo um esforço junto aos prestadores para reduzir esse período

Prestadores privados não ajudam

O secretário afirmou que o Estado também busca mais apoio da rede privada, mas encontra dificuldades para conseguir prestadores interessados em realizar determinados procedimentos.

Rasível afirmou que, em alguns casos, o Estado chega a pagar quatro ou cinco vezes o valor da tabela do , mas ainda assim enfrenta dificuldades para obter a participação de prestadores privados.

Secretário afirma que fila já teve espera de anos

Ao falar sobre o histórico da demanda, Rasível afirmou que, antes de 2019, havia pacientes que esperavam anos para realizar determinadas cirurgias.

Segundo ele, a falta de prestadores e a dificuldade para realizar os procedimentos faziam com que alguns pacientes permanecessem na fila por longos períodos, enquanto os quadros poderiam se agravar.

Estado amplia procedimentos de alta complexidade e reduz fila de cirurgias em Goiás

Ao afirmar que atualmente a média de espera é de 85 dias, inclusive para cirurgias de alta complexidade, ele citou como exemplo as cirurgias cardíacas infantis e neonatais. Segundo o secretário, são realizadas mensalmente entre 18 e 20 cirurgias do porte de alta complexidade no Hugol.

O secretário também mencionou a realização de cirurgias cardíacas em adultos, procedimentos de órtese e prótese, cirurgias de aorta e cirurgias vasculares.

Segundo Rasível, o Estado está expandindo a capacidade de realização de procedimentos no interior e utilizando ferramentas como o Epimed e o Command Center, que são sistemas de informações clínicas e epidemiológicas, para monitorar as questões relacionadas às cirurgias.

Secretário defende gestão da fila de espera

Rasível afirmou que a gestão da fila é necessária porque a demanda é contínua e novos pacientes entram no sistema.

Segundo ele, a estratégia adotada em Goiás considera a prioridade de cada paciente para organizar a realização dos procedimentos.

O secretário comparou o modelo utilizado em Goiás aos sistemas públicos de saúde da Inglaterra e do Canadá, afirmando que esses países também trabalham com mecanismos de gestão de listas de espera.

Investimento em saúde passou de R$ 2 bilhões para R$ 5,5 bilhões

Durante a entrevista, Rasível também apresentou dados sobre os estaduais em saúde.

Segundo ele, em 2018 o Estado destinava 12,11% do orçamento para a saúde, o equivalente a R$ 2 bilhões.

Em 2025, conforme o secretário, o percentual chegou a 15,36%, com investimento de R$ 5,5 bilhões.

Rasível afirmou que o Estado tem ampliado os investimentos e trabalhado na regionalização, na organização do sistema e na qualidade da assistência.

Secretário afirma que pacientes podem acompanhar posição na fila

Ao ser questionado sobre eventuais críticas de candidatos a respeito da falta de informações sobre o funcionamento do sistema de saúde, Rasível afirmou que os dados são transparentes e que os pacientes conseguem acompanhar sua posição na fila.

Segundo ele, o acompanhamento pode ser feito tanto para cirurgias eletivas quanto para atendimentos de urgência.

O secretário também afirmou que o Estado utiliza o para informar os pacientes sobre consultas, cirurgias e retirada de medicamentos no CEMAC.

Tecnologia também é usada no acompanhamento dos pacientes

O secretário reforçou que a Secretaria de Saúde utiliza tecnologia para ampliar a comunicação com os pacientes.

Segundo ele, além das informações sobre consultas, cirurgias e medicamentos, o Estado utiliza tecnológicos na rede Nascer em Goiás para acompanhar gestantes e crianças.

Ele citou ainda o trabalho das chamadas madrinhas, que acompanham gestantes e crianças de até dois anos de idade durante o período de acompanhamento previsto pelo programa.

Ainda respondendo às críticas dos candidatos, Rasível afirmou que iniciativas que eventualmente sejam apresentadas como propostas de uso de tecnologia para acompanhamento dos pacientes já estão sendo utilizadas pela Secretaria de Saúde de Goiás.

 


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