30 de junho de 2022
Política

Secretária defende redução dos incentivos fiscais para o Estado e quer diálogo com a indústria

Em entrevista ao jornal O Popular, a secretária de Economia do Estado de Goiás, Cristiane Schimdt, defendeu a redução dos incentivos e benefícios fiscais para aumentar a receita.

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“Precisamos conversar com a indústria para ver se é factível. A gente não quer brigar, toda tentativa desde janeiro é de dialogar e dizer que todos fazem parte da sociedade e que todos devem abdicar de um pouco, seja empresários ou outros poderes, como os duodécimos. Precisamos ver o que vamos fazer inclusive para conseguir continuar pagando salário de funcionário público daqui 10 anos”, disse.

Em relação as três opções entre as oito do PEF que mais agradam ao governo, Cristiane afirma que está em estudo. “É preciso conversar com todos e dizer que temos que cortar gordura porque temos que entrar no PEF. A maior parte das empresas que faz parte do Fomentar/Produzir paga menos que o máximo do Simples Nacional que foi feito para empresas de pequeno e médio porte. Aí chega um grupo econômico grande, pagando 1% da taxa efetiva, ou como é o caso da indústria automobilística 0,24%”, explica.

Para a secretária, a redução da renúncia fiscal de 2018 deve ser levada em conta, e ainda é preciso discutir com o governo federal. “Não conversamos ainda, nosso argumento é que deveria valer, porque foi um desgaste político para o governador”, diz.

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“A economia cresce e, mesmo se não dermos incentivo nenhum, a renúncia também cresce. Precisamos fazer uma proporção, reduzir 10% do que?”, completa a secretária.

Sobre a sugestão do Tribunal de Contas do Estado (TCE), para criação de uma conta única, Cristiane diz que está na mesma linha do que o governo planeja. “Politicamente é complicado, mas o acórdão do Tribunal ajuda. A gente vai tentar implementar tudo, agora se é viável politicamente é o que a gente vai ver. É mais difícil porque temos uma relação complicada com a Assembleia em relação ao duodécimo e no entendimento do que é prioritário ou não para Goiás”, ressalta.

Segundo Cristiane, a ideia principal é que é preciso fazer poupança, não importa como. “Se encontrarmos outras formas de melhorar a capacidade de pagamento duvido que não aceitem. Aquelas oito medidas foram colocadas ali porque absorvem praticamente tudo”, afirma.

A secretária ainda falou sobre acabar com as vinculações institucionais, o que tiraria dinheiro da UEG. “Do meu ponto de vista da área técnica, eu prefeito desvincular tudo e deixar na mão do governador a decisão de onde ele quer colocar o dinheiro, mas é a Assembleia que vai escolher isso. É preciso conversar com a Assembleia para saber se é factível ou não, é complicado porque depende de aprovação, até mesmo os incentivos”.

“Queremos trazer a indústria para conversar porque é a que tem mais incentivos e precisamos chegar a um acordo amigável. Quase todas as medidas são possíveis, mas tudo passa pela viabilidade política. Escolhermos os três que forem politicamente mais viáveis”, acrescenta.

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado disse no lançamento das Cavalhadas 2019, que pretende conversa com os empresários sobre incentivos à partir de setembro.

Para Cristiane, se o PEF sair somente no fim do ano, o pagamento da folha nos próximos meses ficará “péssimo”. “Estamos tirando leite de pedra pagando a duras penas, mas conseguindo. A cada mês tem os aumento de receita por conta do combate à sonegação e desde o mês passado por conta da renúncia fiscal que diminuiu, agora teremos esse acréscimo, mas que já está na nossa previsão de receita. Conseguimos fazer aumento de receita por conta da fiscalização, precisamos melhorar mas, estamos aqui há cinco meses e tivemos 11% de aumento da receita”, conclui.