12 de julho de 2026
MEDIDA RADICAL • atualizado em 09/07/2026 às 10:06

Se a moda pega: deputados do RJ aprovam tornozeleira rosa para agressores de mulheres

Proposta prevê identificação visual dos agressores monitorados e busca reforçar a proteção às vítimas de violência doméstica
Proposta foi aprovada por unanimidade na CCJ da Alerj - Foto: imagem gerada por IA
Proposta foi aprovada por unanimidade na CCJ da Alerj - Foto: imagem gerada por IA

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), aprovou por unanimidade, na quarta-feira (8), um projeto de lei para obrigar que agressores de mulheres com autorização para tornozeleira eletrônica, usem o aparelho na cor rosa.

A proposta foi apresentada pelo deputado estadual Fred Pacheco (PL), segundo ele, para facilitar o reconhecimento do monitorado por agentes de segurança pública em ocorrências. O parlamentar acredita que a tornozeleira rosa pode inibir a reincidência de violência contra as mulheres e fortalecer a segurança das vítimas e de suas redes de proteção.

A norma trata sobre a “identificação visual padronizada, na cor rosa, aplicada aos dispositivos de monitoramento eletrônico utilizados em medidas protetivas de urgência ou cautelares aplicadas a agressores de mulheres”.

O diferencial abrange agressores em casos de violência doméstica e familiar, violência vicária, violência de gênero praticadas em relações afetivas, sociais ou institucionais e outras formas de violência sexual, assédio ou perseguição.

Pacheco argumentou no texto que a medida tem inspiração no Projeto Respeitar e Amar, idealizado por Viviane Carvalho, superintendente da Casa Civil de São Gonçalo.

“A proposta apresentada revelou sensibilidade às demandas reais enfrentadas diariamente por mulheres vítimas de violência, especialmente no tocante à necessidade de instrumentos mais eficazes de prevenção e resposta imediata por parte do Poder Público”, escreveu Pacheco.

Exposição e proteção do monitorado

Ao mesmo tempo em que o uso do equipamento em cor indicativa do tipo penal, expondo a pessoa monitorada por violência contra a mulher, por outro lado, o projeto inclui que será vedada a divulgação da identidade dela em meios de comunicação ou redes sociais sem finalidade legítima de segurança pública para evitar que o monitorado passe por situações vexatórias devido à tornozeleira.

Após aprovação na CCJ da Alerj, o texto seguirá para o plenário da Casa e poderá ser emendado pelos deputados.

Por enquanto, como o assunto é novo, ainda não há notícias de que o projeto possa ser copiado por outras assembleias, como a de Goiás.


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