A Saneago fechou o ano de 2025 com lucro quase R$ 670 milhões e um investimento que, pela primeira vez, passou de R$ 1 bilhão. Os dados foram apresentados pelo governador Ronaldo Caiado (PSD) em balanço nesta quinta-feira (12), no Palácio das Esmeraldas.
De acordo com o balancete, a estatal lucrou R$ 669,7 milhões no ano passado. A companhia apostou na expansão das redes de água e esgotamento sanitário e, com estas obras, ultrapassou o volume de R$ 1 bilhão de investimentos em um único ano de forma inédita. Na comparação com o que foi investido pela empresa em 2024, houve aumento de 51,6%.
“São impressionantes os resultados obtidos. É uma empresa que não tinha como distribuir dividendos. O Estado aportava dinheiro do tesouro para ela sobreviver. Hoje, ela tem em caixa mais de R$ 1 bilhão, milhares de projetos feitos”, ressaltou o governador Ronaldo Caiado.

O dinheiro aportado pela Saneago levou água tratada a 6,2 milhões de goianos com regularidade. Este volume representa 98,3% da população do estado, o que deixa Goiás muito próximo do índice de 99%, quando se considera, para fins estatísticos, a universalização do serviço.
O maior desafio é o saneamento básico e o estado também avançou. De acordo com a estatal, Goiás fechou 2025 com cobertura de 75% de rede de esgotamento sanitário. Entre 2019 e 2026, o serviço foi levado a 1,3 milhão de pessoas que antes viviam sem acesso a saneamento.
No Ranking do Saneamento, promovido pelo Instituto Trata Brasil, Goiás tem duas cidades no top 10: Aparecida de Goiânia, em sétimo, e Goiânia, em oitavo. Anápolis fica na 42º posição. Todas têm índice de atendimento total de esgoto acima de 80%, com a capital alcançando 99,62%.

Perdas na distribuição
Segundo as regras do Novo Marco Legal do Saneamento Básico, companhias do setor, como a Saneago, têm até 2033 para reduzir as perdas na distribuição a índices que fiquem abaixo de 25%. A estatal goiana atingiu o teto em 2023 e conseguiu reduzi-lo ainda mais.
Conforme o balanço, em 2025 houve perda de água na casa de 21,8%, o que é quase duas vezes menor que a média nacional, de 40%. Entre as capitais, Goiânia é que a tem menor índice de perdas, com 12,3%.

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