12 de julho de 2026
MOTOGP

Salários MotoGP: quanto recebem os pilotos da principal categoria do motociclismo mundial

Marc Márquez - Piloto (Foto - Ducati)
Marc Márquez - Piloto (Foto - Ducati)

A MotoGP vive um momento de discussão interna sobre a remuneração dos pilotos. A categoria negocia a implementação de um salário-mínimo anual de 500 mil euros a partir de 2027, medida que busca reduzir a grande desigualdade salarial existente no grid da principal categoria do motociclismo mundial.

Hoje, a diferença entre os contratos é expressiva. Enquanto campeões e pilotos de fábrica recebem mais de US$ 10 milhões por temporada, alguns pilotos iniciantes ou integrantes de equipes satélites podem receber valores significativamente menores. A proposta do piso salarial faz parte do novo acordo comercial que deverá reger o campeonato entre 2027 e 2031, negociado entre a organização da MotoGP e as equipes participantes.

Maiores Salários – MotoGP

Estimativas para a temporada 2026 indicam que os maiores salários do grid estão concentrados entre campeões mundiais e pilotos de equipes oficiais. Entre os principais contratos estimados estão:

Marc Márquez (Ducati): cerca de US$ 17,5 milhões por temporada
Fabio Quartararo (Yamaha): aproximadamente US$ 14 milhões
Francesco Bagnaia (Ducati): cerca de US$ 7 milhões
Johann Zarco (LCR Honda): cerca de US$ 5 milhões
Jorge Martín (Aprilia): cerca de US$ 4,4 milhões
Maverick Viñales (KTM): cerca de US$ 4,3 milhões

Logo abaixo aparecem pilotos experientes como Jack Miller e Joan Mir, ambos na faixa de US$ 3,2 milhões por temporada, seguidos por nomes como Enea Bastianini e Álex Rins, que também integram o grupo dos contratos multimilionários da categoria. Os valores incluem salário base e, em alguns casos, bônus por desempenho.

Renuncia de milhões

Um dos episódios mais emblemáticos envolvendo salários na MotoGP envolve Marc Márquez. Durante sua passagem pela Honda, o espanhol já era o piloto mais bem pago da categoria, com vencimentos estimados entre 15 e 20 milhões de euros por temporada.

Mesmo assim, Márquez tomou uma decisão surpreendente: recusou uma proposta de aproximadamente 100 milhões de euros por quatro anos para continuar na equipe japonesa. O piloto preferiu deixar a Honda antes do fim do contrato e correr pela Gresini Racing, equipe satélite da Ducati, em busca de uma moto mais competitiva.

Brasileiro pode entrar no grid milionário

Entre os nomes que podem aparecer no grid da MotoGP nos próximos anos está o brasileiro Diogo Moreira, um dos talentos mais promissores do motociclismo internacional. Segundo informações do paddock, Moreira teria um acordo com a Alpinestars de cerca de €1 milhão por três anos, garantindo aproximadamente €333 mil por temporada apenas em patrocínio pessoal.

Além disso, negociações envolvendo a Honda indicam um possível contrato estimado em €4,5 milhões por três temporadas, o que representaria cerca de €1,5 milhão por ano em salário. Somando salário e patrocínio individual, os ganhos anuais do brasileiro poderiam chegar a cerca de €1,8 milhão por temporada, sem contar bônus por resultados ou campanhas publicitárias. Aos 21 anos, Moreira é visto como um dos principais nomes da nova geração do motociclismo e pode se tornar o primeiro brasileiro a disputar a MotoGP em tempo integral em muitos anos.

Mudança pode começar em 2027

Caso seja aprovada definitivamente, a regra do salário-mínimo de 500 mil euros por temporada passará a valer a partir de 2027. A medida busca reduzir a diferença salarial entre pilotos do grid, garantindo uma remuneração mínima para todos os competidores da classe rainha do motociclismo mundial. Enquanto o debate continua fora das pistas, dentro delas a disputa segue intensa e, na MotoGP, títulos ainda continuam sendo o principal caminho para transformar velocidade em contratos milionários.


Leia mais sobre: / / Esportes / Geral / MOTOGP