12 de julho de 2026
DESIGUALDADE

Salário dos homens é quase 40% maior que o das mulheres em Goiás, diz IBGE

Percentual tem registrado pouca mobilidade nos últimos anos. Discrepância no estado está 23 pontos acima da média nacional
Diferença de salários entre homens e mulheres em Goiás é alta. (Foto: Tânia Rego)
Diferença de salários entre homens e mulheres em Goiás é alta. (Foto: Tânia Rego)

A diferença média entre os salários de homens e mulheres em Goiás manteve-se no patamar de quase 40% em 2025, de acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Conforme o levantamento, no ano passado o rendimento médio mensal para pessoas do sexo masculino foi de R$ 4.129. Para elas, foi de R$ 2.957. A diferença é de 39,6%, numa ligeira queda dos 40,4% registrados em 2024 e dos 42,6% de 2023.

Na série histórica, a menor diferença salarial entre homens e mulheres já identificada no estado foi em 2017, quando elas recebiam 27,1%, na média, a menos que eles.

Segundo o IBGE, a discrepância entre os rendimentos por sexo em Goiás tem sido maior do que no Brasil. Desde o início da série histórica da PNAD Contínua, 2017 foi o único ano em que a divergência apontada no estado (27,1%) foi inferior à percebida no país (29,6%).

Em 2025, por exemplo, enquanto Goiás pagou 39,6% a menos em salários para as trabalhadoras, a nível nacional a diferença salarial ficou em 26,7%, muito próximo da menor marca, registrada em 2023, de 26,5%.

Mulheres são maioria mais instruídas

A PNAD Contínua também investiga o nível de instrução por sexo. Nesse sentido, os dados mais recentes indicaram que as mulheres goianas são maioria nos três níveis de instrução mais elevados: médio completo (51,7%), superior incompleto (50,7%) e superior completo (57,9%).

Os homens, por outro lado, apresentam os maiores percentuais entre as pessoas com ensino fundamental incompleto (52,2%), fundamental completo (51,3%) e médio incompleto (51,5%). Entre as pessoas sem instrução, as mulheres voltam a representar a parcela mais relevante (51,4%).

No Brasil, a situação se repete, com ligeira alteração nos números. O resultado nacional aponta prevalência das mulheres nos níveis médio completo (51,6%), superior incompleto (53,0%) e superior completo (57,7%); e entre os indivíduos sem instrução (50,6%). Os homens, por sua vez, são maioria nos ensinos fundamental incompleto (50,7%), fundamental completo (50,4%) e médio incompleto (51,7%).


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