A Confederação Brasileira de Futebol deu início, em 2026, a um processo inédito de profissionalização da arbitragem, com a contratação direta de árbitros, assistentes e profissionais de VAR. A medida representa uma mudança estrutural no futebol nacional, ao garantir salário fixo mensal, além dos tradicionais cachês por partida, com o objetivo de oferecer maior estabilidade financeira, dedicação exclusiva e qualificação técnica ao quadro de arbitragem.
De acordo com informações apuradas pelo Globo Esporte, 20 árbitros principais fazem parte do grupo contratado pela CBF neste primeiro momento. Entre eles está o goiano Wilton Pereira Sampaio, árbitro FIFA e um dos nomes mais experientes do quadro nacional. Pelo novo modelo, Wilton terá uma remuneração fixa mensal em torno de R$ 30 mil, valor que não inclui os pagamentos adicionais por jogo.
Além do salário fixo, Wilton Pereira Sampaio seguirá recebendo cachê por partida apitada nas competições nacionais. Segundo a tabela divulgada, um árbitro FIFA da Série A recebe cerca de R$ 7,6 mil por jogo, valor que se soma ao salário mensal. Com isso, dependendo da escala e da quantidade de partidas ao longo do mês, a remuneração total pode, por exemplo, ultrapassar R$ 60 mil – caso ele seja escalado em quatro jogos.
Outros três profissionais ligados ao estado de Goiás também estão inseridos nesse novo modelo de remuneração da arbitragem. O assistente FIFA Bruno Pires, o assistente da CBF Leone Carvalho e o árbitro de vídeo VAR FIFA Caio Max Vieira terão salários fixos próximos de R$ 13 mil mensais, conforme aponta a apuração do Globo Esporte. Assim como os árbitros principais, eles também recebem valores adicionais por jogo: assistentes FIFA ganham cerca de R$ 4,4 mil por partida, assistentes CBF aproximadamente R$ 3,4 mil, enquanto o VAR FIFA recebe em torno de R$ 4,5 mil por atuação.
A profissionalização da arbitragem é vista pela CBF como um passo decisivo para elevar o nível das competições e reduzir erros causados por falta de preparo ou sobrecarga dos profissionais. Ao garantir salário fixo, bônus por atuação e maior acompanhamento físico, técnico e psicológico, a entidade aposta em um modelo mais próximo ao praticado em grandes centros do futebol mundial. Para Goiás, a presença de quatro nomes no programa reforça a relevância do estado no cenário nacional da arbitragem brasileira.
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