18 de julho de 2024
ELEIÇÕES 2024

Sabrina Garcez diz que Republicanos mantém cargos e apoio a Rogério Cruz mesmo após desfiliação

Presidente do partido em Goiânia analisa cenário, vê centro-direita com excesso de nomes e prevê batalha pelo segundo turno acirrada contra Adriana Accorsi
Vereadora estima eleição de 4 do Republicanos na Câmara e analisa segundo turno tenso para a centro-direita que está dividida - Foto: arquivo/divulgação
Vereadora estima eleição de 4 do Republicanos na Câmara e analisa segundo turno tenso para a centro-direita que está dividida - Foto: arquivo/divulgação

Dois dias depois do prefeito Rogério Cruz se filiar no Solidariedade (SD), a presidente municipal do Republicanos, a vereadora Sabrina Garcez, confirmou nessa segunda-feira (8) que o partido mantém os cargos na prefeitura e garante “o apoio ao prefeito”.  Ela, inclusive, não descarta que o partido possa se aliar ao SD em apoio a Cruz, embora mantenha o mesmo argumento que o levou a deixar as fileiras republicanas: a pré-candidatura dele precisa provar que é viável.

“Vou sempre reforçar nosso apoio ao prefeito. O Republicanos foi o partido pelo qual ele se elegeu e todos os vereadores do partido sempre estiveram ao lado dele”, afirmou a vereadora em entrevista ao editor-chefe do Diário de Goiás, Altair Tavares, nesta segunda. Ela classificou a troca como fruto de uma decisão pessoal de Cruz e garantiu que o apoio a Rogério está mantido mesmo com a desfiliação dele.

“Sempre se falou sobre viabilidade como critério”

“Foi uma decisão pessoal ir para o Solidariedade por entender que lá ele teria garantia absoluta, cem porcento, de estar na disputa. Não que no Republicanos não tivesse, mas sempre falamos que a candidatura dele dependeria da viabilidade. Nacionalmente o Republicanos aposta nas candidaturas com viabilidade eleitoral. E diante do cenário, creio que ele se sentiu mais confortável em ir para outro partido que também está na base há muito tempo”, analisa.

A vereadora disse que se dialogou com Rogério Cruz na quinta e sexta-feira, além do domingo. “Além do apoio, estamos na base dele e da pré-candidatura. Não muda nada”, citou. Sabrina fez questão de lembrar que seu partido desperta interesse também pelo que pode oferecer. “O Republicanos, no espectro da centro-direita, é o quinto maior partido do país, com tempo de tv e fundo eleitoral”, sublinhou.

Na mesma linha, Sabrina observa que, se o prefeito agregar vários partidos ao seu redor, sairá fortalecido. “Temos que lembrar que a campanha em Goiânia é decidida em dois turnos. O essencial para qualquer pré-candidato é garantir sua chegada ao segundo turno. Com sete partidos com chapas completas [por exemplo], estamos falando em centenas de candidatos a vereador auxiliando também no processo de eleição do prefeito. Cada partido terá 38 candidatos, todos engajados na campanha majoritária”, calcula.

Dividida, centro-direita levará Adriana ao segundo turno, avalia vereadora

Além disso, a parlamentar considera as dificuldades para os candidatos da centro-direita nas eleições municipais de Goiânia esse ano. “Teremos um primeiro turno extremamente acirrado. Teremos Vanderlan Cardoso, Sandro Mabel, Gustavo Gayer e Rogério Cruz que também vai brigar nesse lado da centro-direita. Qualquer percentual de votos pode ser o diferencial para ir ao segundo turno”, aponta.

Sabrina então admite que essa grande divisão da centro-direita pode enfraquecer esse campo,  considerando que Adriana Accorsi (PT) é a única candidata da centro-esquerda. “No meu entendimento ela [Adriana] já está no segundo turno. Temos que entender quem da centro-direita estará disputando com ela”.

Mudanças são possíveis até as convenções

Até a hora de fechar a ata da convenção pode haver mudanças na chapa, afirmou Sabrina Garcez, destacando que pré-candidatos podem não ser confirmados como candidatos.

“Passou a fase da discussão interna de pré-candidatura. Agora é hora de debater o tipo de Goiânia que queremos, as pautas dos candidatos a vereador, as uniões que valerão a pena. Tudo pode acontecer, pré-candidaturas podem não se confirmar como candidaturas. E para quem pensa que 2026 está longe, está errado, ele está sendo debatido agora. Ela finalizou lembrando que somente a partir de julho terá clareza maior do cenário.

Saldo após janela partidária

Para a presidente do Republicanos de Goiânia, o saldo da janela partidária foi positivo para a legenda. Mantivemos os três atuais vereadores com expectativa de fazer mais uma cadeira na Câmara. A intenção é trazer um dos que estão entre os suplentes e estão na nossa chapa”, planeja ela.

Além de Sabrina, os vereadores Geverson Abel e Isaias vão disputar a reeleição. “Devemos buscar a eleição do atual suplente Maurício Comunicativo Leste, de alguns empresários, como “Macgaiver”, a Ana, filha do Zé da Luz, que já foi candidato e presidente do partido e que é do movimento estudantil”, exemplifica.

Segundo ela, são alguns candidatos que não são bem conhecidos no público em geral, “mas que têm sua liderança na sua comunidade, e também lideranças de bairro e empresariais nessa disputa”. A meta da legenda, é chegar a quatro vereadores em Goiânia. “Temos 36 pré-candidatos para ajudar”. Segundo ela, o diferencial agora são os chamados “puxadores de voto”. Nesse ponto, citou Isaias Ribeiro.  Pelas contas partidárias, a parlamentar estima entre 9 e 11 mil votos para Isaias.

Cotas

Sabrina disse que está atenta sobre a organização da chapa em relação às cotas.  “A primeira preocupação, como presidente e mulher, é dar o exemplo e mostrar a diferença quando as mulheres ocupam cargos de liderança no que se refere às cotas”, enfatiza. Segundo ela, a chapa do Republicanos em Goiânia conta com 22 mulheres pré-candidatas. “Algumas já foram testadas em urnas e outras não, mas vamos superar o número porque nosso lema e de que mulher não é cota, é essencial. A nominata terá mais mulheres do que a cota”, afiança ela.

Com o fim das filiações para pré-candidatos no sábado, a vereadora salienta que as fichas foram inseridas on-line e o diretório está tirando as certidões de todos nessa segunda-feira.


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Marília Assunção

Jornalista formada pela Universidade Federal de Goiás. Também formada em História pela Universidade Católica de Goiás e pós-graduada em Regulação Econômica de Mercados pela Universidade de Brasília. Repórter de diferentes áreas para os jornais O Popular e Estadão (correspondente). Prêmios de jornalismo: duas edições do Crea/GO, Embratel e Esso em categoria nacional.