12 de julho de 2026
AVALIAÇÃO

Rubens Otoni nega letargia do governo, mas concorda sobre urgência em marco para terras raras

Deputado avalia que Daniel Vilela está certo ao querer celeridade em arcabouço legal sobre a exploração dos minerais e teme insegurança jurídica
Rubens Otoni avalia que Congresso ainda debate terras raras antes de definir legislação. (Foto: Câmara dos Deputados)
Rubens Otoni avalia que Congresso ainda debate terras raras antes de definir legislação. (Foto: Câmara dos Deputados)

O deputado federal Rubens Otoni (PT) negou que o governo Lula (PT) esteja letárgico para definir um marco para a exploração das chamadas terras raras no país. Ele, porém, concorda que o Congresso Nacional precisa se debruçar rapidamente sobre o tema para evitar um “vazio jurídico” e insegurança.

Na semana passada, o governador Daniel Vilela (MDB), ao defender os acordos assinados pelo então governador Ronaldo Caiado (PSD), com Japão e Estados Unidos, para exploração das terras raras em Goiás, criticou o que classificou como “letargia do governo federal” em tratar do tema.

Segundo Otoni, “não se trata de letargia do governo federal”. Para ele, “é um assunto novo e requer debate” e, por ser novidade, o Congresso Nacional ainda tem poucas informações, o que atrasa a definição de um arcabouço legal. “A informação não está acumulada no Congresso. Isso faz com que não haja agilidade necessária para a decisão”, avalia.

O deputado, porém, concorda com Daniel Vilela e diz que o assunto é muito importante para ser postergado. “Concordo que a urgência que o governador Daniel colocou. Concordo que precisa de uma decisão rápida para não deixar esses vazios de reflexão e jurídicos”, pondera.

Otoni aponta que a falta de uma legislação a respeito pode afastar investimentos. “Com insegurança jurídica, podemos afastar investimentos que podem chegar ao país e ao estado. Precisa de uma definição mais rápida”, frisa.


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