09 de agosto de 2022
Troca partidária • atualizado em 01/04/2022 às 15:40

Ronilson Reis anuncia filiação ao Brasil 35 para disputa de uma cadeira na Alego

Reis conseguiu seu “passe-livre” para encontrar outro partido sem perder o mandato após a presidente nacional de sua antiga legenda
Ronilson Reis ao lado do presidente estadual do Brasil 35, Santana Pires e de Júnior Café, presidente metropolitano da legenda (Foto: Divulgação)
Ronilson Reis ao lado do presidente estadual do Brasil 35, Santana Pires e de Júnior Café, presidente metropolitano da legenda (Foto: Divulgação)

Horas após se desfiliar do Podemos, o vereador Ronilson Reis anunciou sua nova casa para disputar as eleições no segundo semestre. Trata-se do Brasil 35, partido presidido em Goiás por Santana Pires. Ex-presidente do Imas, Junior Café também é um dos comandantes da sigla na região metropolitana.

“É uma honra ter você na família Brasil 35 e ser o nosso vereador aqui na Câmara Municipal”, pontuou Pires. Já Café mostrou otimismo com o desempenho do partido nas eleições deste ano. “Agora nossa bancada tem três vereadores aqui na Câmara Municipal e pode ter certeza que vamos eleger uma boa bancada na Assembleia Legislativa”, destacou.

Reis conseguiu seu “passe-livre” para encontrar outro partido sem perder o mandato após a presidente nacional de sua antiga legenda, Renata Abreu (Podemos) ter o liberado. É que a janela eleitoral libera transferência de legendas apenas para aqueles que não estavam sob mandatos ou parlamentares com cadeira nas Assembleias Legislativas ou Câmara Federal. Não era o caso de Ronilson.

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O assunto chegou a ser judicializado no Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO) no mês passado. Reis pedia que o tribunal o entregasse o mandato para que ele pudesse trocar de partido. Por meio de carta, Abreu ‘liberou’ Ronilson. “Em razão de ter se tornado insustentável a sua convivência partidária conforme evidenciado nos autos do processo […] em trâmite no Tribunal Regional Eleitoral de Goiás, abrindo mão de reclamar a perda do mandato em caso de sua desfiliação”, justificou Abreu.

Retaliação

Em entrevista anterior, concedida no dia 10 de março, Reis alegou que estava sendo retaliado pelo presidente metropolitano do Podemos, Felipe Cortez, por não ceder o mandato a ele. “Venho sofrendo uma perseguição no partido, da direção do partido, o presidente metropolitano, que também disputou eleição e ficou na terceira suplência. A todo momento tenho sido coagido. Não tenho participação nenhuma nas reuniões da sigla”, destaca.

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