O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, compartilhou na terça-feira (31) uma publicação do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, em que ele cumprimenta Ronaldo Caiado pela escolha para disputar a presidência da República pela legenda. A publicação veio depois de um constrangimento por Leite ter classificado o escolhido como uma opção polarizada (à direita), enquanto ele defende uma campanha mais ao centro. Caiado reagiu com cautela, mas rejeitou o rótulo instantaneamente.
Na publicação de terça, o gaúcho afirma que conversou com Caiado pouco antes de fazer o post e que ambos têm “diferenças de visão e estilo”, mas também “muitas convergências”.
Em seguida, Eduardo Leite afirmou que respeita muito a trajetória política do goiano. Ele finalizou a publicação afirmando que a democracia “exige diálogo e capacidade de reunir pessoas diferentes em torno de consensos mínimos. É isso que pode dar direção ao Brasil e ajudar a superar a polarização”.
Com a manifestação, Kassab fecha o cerco no PSD em torno de Caiado. O primeiro a se manifestar foi Ratinho Júnior, governador do Paraná que também estava no páreo e depois de desistir publicou apoio ao nome do goiano para a disputa desse ano.
Jornalista da GloboNews diz que Caiado pode crescer mais que Flávio
Também tem repercutido nas redes uma análise feita pelo jornalista Octávio Guedes, da GloboNews, afirmando que a pré-candidatura de Ronaldo Caiado, “se tiver tração”, tem mais condições de ameaçar a reeleição do presidente Lula (PT) do que a do senador Flávio Bolsonaro (PL). Ele cita o apoio do agronegócio ao goiano e a rejeição de setores como os da “Faria Lima” a Lula e a Flávio e diz que Caiado pode passar como um “trator”.
O analista político alega que, diferente de Caiado, que tem um histórico e experiência política sem escândalos, Flávio “não tem estatura nenhuma para ser candidato, nem de partido nanico. Está ali porque é filho do ex-presidente, candidatura do papai”. Em seguida, Guedes enfatiza que Flávio Bolsonaro “tem telhado de vidro”, frisando que Lula também tem, em virtude de uma trajetória política desde 1989 e muitos mandatos, enquanto as fragilidades do senador vão começar a ser expostas agora.
“Ele [Flávio], sequer disputou uma eleição majoritária, só uma prefeitura, a do Rio [em 2016], e saiu com fama muito ruim porque desmaiou durante um debate, o que foi visto como fraqueza, uma arregada”, citou Octávio Guedes.
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