11 de julho de 2026
Vila Nova Futebol Clube

Romário Policarpo não mostra arrependimento por pressão em Eduardo Tomaz: “Faria tudo de novo”

Romário Policarpo - Vice-Presidente Vila Nova (Foto - Leo Iran)
Romário Policarpo - Vice-Presidente Vila Nova (Foto - Leo Iran)

O vice-presidente do Vila Nova, Romário Policarpo – que também é presidente da Câmara Municipal de Goiânia – concedeu em entrevista à Rádio Bandeirantes sobre o episódio envolvendo dirigentes colorados e a equipe de arbitragem após o clássico contra o Atlético, disputado no Estádio Antônio Accioly, pela partida de ida das semifinais do Campeonato Goiano 2026. O confronto terminou com vitória rubro-negra por 2 a 0, resultado que deu ao Dragão vantagem importante para o jogo de volta, marcado para o domingo, 1º de março, no Estádio Onésio Brasileiro Alvarenga.

A confusão ocorreu após o fim da partida, quando a arbitragem deixava o estádio. O principal alvo das cobranças foi o árbitro de vídeo Eduardo Tomaz, responsável pela análise de um lance polêmico envolvendo o volante Igor Henrique, do Atlético, e o atacante Rafa Silva, do Vila Nova. No lance, o árbitro de campo Breno Souza marcou falta fora da área, decisão mantida pelo VAR, que considerou a imagem inconclusiva para mudança da marcação.

Durante a entrevista, Romário Policarpo afirmou que a equipe colorada não perdeu o jogo por causa da arbitragem, mas voltou a criticar a decisão do VAR. “O Vila primeiro não perdeu o jogo por causa de árbitro. Isso tem que ficar muito claro. A gente foi muito abaixo do que sabe jogar. Agora, é óbvio que um pênalti como aquele poderia mudar o resultado da partida”, declarou.

O dirigente também questionou a justificativa apresentada por Eduardo Tomaz sobre a falta de imagens conclusivas. “Ou ele falta com a verdade, ou ele é desinformado, e talvez seja a segunda opção, quando ele fala que não tinha imagens claras para ver o lance”, afirmou. Segundo Romário Policarpo, o árbitro de campo não teria responsabilidade direta na jogada. “O Breno, na minha opinião, tem zero culpa no lance. Quem tinha condição de analisar era o VAR”, completou.

Romário Policarpo ainda defendeu que o árbitro de vídeo deveria ser o culpado pela decisão. “O Eduardo Tomaz tem que ser responsabilizado pelo que fez. Futebol é coisa séria e o árbitro também precisa saber o peso das decisões dele”, disse.

Após o jogo, dirigentes do Vila Nova hostilizaram Eduardo Tomaz no estacionamento do estádio. Entre os xingamentos relatados estavam frases como “você é o culpado” e “você não apita mais jogo do Vila”, além de insultos como “safado”, “vagabundo” e “irresponsável”. O árbitro estava acompanhado das filhas, de 15 e 12 anos, uma delas vestindo a camisa do Atlético – situação que aumentou a tensão no local e que levou dirigentes a registrarem imagens das adolescentes.

Questionado sobre arrependimento em relação à postura adotada, Romário foi direto e manteve sua posição. “Mil vezes não. Eu faria tudo de novo”, afirmou. Em seguida, completou: “Eu não desrespeitei o Eduardo em momento nenhum. Agora, ele como profissional tem que ouvir. O árbitro de futebol também tem que ser responsabilizado”.


Leia mais sobre: / / / Esportes / Geral / Vila Nova Futebol Clube