17 de agosto de 2022
Caçada policial

Rodney Miranda avalia um ano do caso Lázaro: “Teve o fim que mereceu”

Ex-secretário de Segurança Pública diz que foram feitas adaptações nos cursos de capacitação e formação dos policiais militares e reconhece que a comunicação ainda é um problema
Rodney Miranda: Lázaro "era um psicopata, sem valor nenhum à vida" (Foto: Altair Tavares/DG)
Rodney Miranda: Lázaro "era um psicopata, sem valor nenhum à vida" (Foto: Altair Tavares/DG)

Ex-secretário de Segurança Pública e pré-candidato a deputado federal, Rodney Miranda (Republicanos) avaliou, em entrevista à Rádio Bandeirantes, o caso Lázaro Barbosa um ano após a morte do criminoso: “Procurou o fim e teve o fim que mereceu”.

Segundo ele, foi “a maior caçada policial da era digital”. Lázaro, nas suas palavras, “era um psicopata, sem valor nenhum à vida, fisicamente forte e que conhecia a região como ninguém”.

Rodney Miranda afirmou que o objetivo prioritário era restabelecer a tranquilidade da população, independentemente do tempo que fosse necessário. “Estive recentemente lá, e o sentimento até hoje é de alívio por parte da população.”

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O ex-titular da Secretaria de Segurança Pública disse que ainda há muitos desdobramentos em curso, como inquéritos sobre pessoas que teriam ajudado Lázaro a se esconder.

Ele também citou dificuldades das forças de segurança por causa de “desconhecimento e falta de preparo naquele tipo de terreno”, mas destaca que foram feitas “adaptações nos cursos de capacitação e formação dos policiais militares”.

Outro problema, na avaliação de Rodney Miranda, foi o da comunicação entre os agentes que estavam participando da caçada em diferentes pontos. “Temos uma cobertura muito fraca de internet no país. Só uma operada funcionava, e eu fiquei com meu celular como uma antena para fazer a ligação em campo.”

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O pré-candidato a deputado federal pelo Republicanos afirmou que há medidas para providenciar bases móveis de radiocomunicação. Para ele, contudo, a questão é mais ampla.

Uma ideia que poderia ajudar, de acordo com Rodney Miranda, é a disponibilização para o serviço policial de emergência de cabos de fibra óptica que estão “subutilizados” e só servem para detectar eventuais quedas na rede de energia.