12 de agosto de 2026
INCONFIDÊNCIA

Roberto Naves reclamou de investimentos federais em Anápolis, diz Delúbio Soares

Ex-prefeito teria se queixado ao petista sobre atuação federal em Anápolis apesar de o prefeito ser do PL
Delúbio Soares revelou queixa de Naves em podcast. (Foto: Reprodução)
Delúbio Soares revelou queixa de Naves em podcast. (Foto: Reprodução)

O ex-prefeito Roberto Naves (Republicanos) reclamou dos investimentos do governo federal em Anápolis durante a gestão do prefeito Márcio Corrêa (PL). Foi o que revelou o ex-tesoureiro do PT e pré-candidato a deputado federal Delúbio Soares, que disse tê-lo encontrado ‘circunstancialmente’ num restaurante.

Conforme o petista, o ex-prefeito queixou-se dos investimentos federais, numa conversa informal, apesar de o prefeito Márcio Corrêa ser filiado ao PL e ter sido eleito guiado pelas hostes bolsonaristas.

“Ele me disse: ‘mas, Delúbio, o prefeito de Anápolis hoje é muito hospital ao governo federal e por que começaram a mandar verba, verba, verba para Anápolis?’ Eu falei que é porque o povo de Anápolis merece”, resumiu o petista durante entrevista ao podcast Anápolis em Debate.

Delúbio ressaltou que as administrações petistas destinaram recursos federais a Anápolis em todas as gestões – de Pedro Sahium ao próprio Roberto Naves. Segundo ele, não há distinção por bandeira partidária.

O petista justificou os investimentos federais elevados dada a importância de Anápolis no contexto nacional. “Anápolis tem Base Aérea, um dos maiores polos farmoquímicos do país concentrados numa só cidade, e foi o centro de distribuição de alimentos do Centro-Oeste”, disse.

A queixa de Naves tem como pano de fundo as diversas obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) em andamento. Com recursos federais, a prefeitura executa a construção de uma policlínica, de uma escola em tempo integral, uma creche, duas Unidades Básicas de Saúde e um Caps 24h.

O município aprovou R$ 336 milhões em projetos de drenagem no último PAC e teve autorizado empréstimo para aquisição de até 150 novos ônibus para o transporte coletivo municipal a partir do PAC Mobilidade. Os últimos, no entanto, não estão em execução.


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