17 de maio de 2022
Política

Revelações de inquérito no STF complicam auxiliares de Marconi

As gravações contidas no capítulo 7 do inquérito do STF contra o senador Demóstenes Torres também colocam em xeque outros auxiliares do governo estadual. O secretário de Segurança Pública, João Furtado Neto, e o presidente da Agetop, Jayme Rincón, mantinham relações ‘nebulosas’ com o grupo de Cachoeira.

O titular da Secretaria de Segurança Pública (SSP) é citado em gravações que mostram que ele estaria atrapalhando um dos principais negócios de Cachoeira no governo. Nas gravações, auxiliares de Cachoeira afirmam que João Furtado ameaça não renovar contrato com a Delta pela locação das viaturas da SSP e dificulta os pagamentos à empresa.

Pelas escutas, os integrantes do grupo liderado por Cachoeira relatam que João Furtado estaria insatisfeito por não receber nada. A Delta estaria fazendo pagamentos diretos ao governador, sem passar por ele. Em outras gravações, há citações de remessa de dinheiro para Furtado.

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O presidente da Agetop, Jayme Rincón, também é citado em várias gravações. Além de defender os interesses da Delta na pasta em que comanda, a influência dele no governo apresenta-se bem maior, uma espécie de ‘primeiro-ministro’ do governo. Um exemplo desse poder é que, a pedido de Cachoeira, Rincón interveio para cancelar um contrato de uma empresa de Segurança (Grupo Coral) com o governo. Cachoeira tinha interesse no contrato e soube que a Coral tinha sido escolhida. Então, Rincón foi acionado para cancelar o contrato.

O principal agente de Cachoeira no governo Marconi era o ex-vereador Wladimir Garcez, preso na Operação Monte Carlo. Wladimir transitava nos órgãos de governo, levava recados do chefe, descobria ação de outros grupos no governo, entre outras funções. Pelas escutas, é perceptível que Wladimir tinha acesso ao governador Marconi e seus principais auxiliares.

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