10 de agosto de 2022
Sem solução • atualizado em 27/07/2022 às 07:30

“Inconclusiva”, diz Marconi Perillo sobre reunião com direção do PSDB

Cúpula tucana quer ver Perillo disputado cadeira na Câmara dos deputados enquanto aliados em Goiás decidiram pela disputa ao Governo
(Foto: Divulação)
(Foto: Divulação)

A reunião que, entre outras pautas, poderia definir o futuro do ex-governador Marconi Perillo (PSDB) na campanha em 2022 terminou sem fim conclusivo, segundo o próprio tucano. De acordo com Perillo, em conversa com o Diário de Goiás, um novo encontro no diretório nacional tucano, em Brasília, acontecerá nesta quarta-feira (27/06). A expectativa é que a cúpula pêéssedebista defina o futuro da legenda no estado.

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O novo encontro deverá acontecer entre o fim da tarde e o começo da noite e reunirá líderes tucanos, como o presidente nacional da sigla, Bruno Araújo. Apesar de aliados torcerem pela pré-candidatura de Marconi ao Governo de Goiás, a cúpula nacional do partido está reticente com a campanha. Nesta terça-feira (26), surgiu uma especualção em que Marconi e o PSDB teriam fechado um ministério ao ex-governador, em possível vitória de Lula nas eleições 2022. “Jamais foi tratado tema como este”, afirmou Perillo.

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Defendem um recuo do tucano para a disputa ao Senado, onde lidera as pesquisas, ou até mesmo à Câmara dos Deputados como deputado federal. A tese é de que com uma votação expressiva, Marconi ajudaria o PSDB a fazer pelo menos dois parlamentares em Brasília. Hoje, Goiás não tem nenhum deputado federal filiado ao PSDB.

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No evento que a militância tucana definiu os rumos do ex-governador Marconi Perillo, o tucano chegou a dizer que o melhor caminho seria o Senado Federal, mas que não tinha como ir contra o desejo da maioria. Na enquete entre os participantes, 96% votaram que Perillo deveria confirmar a pré-candidatura ao Governo de Goiás.

Há também a dificuldade do tucano em construir as alianças que caminharão junto com o PSDB em Goiás. A “revoada” que alguns aliados acreditavam que aconteceria, de nomes insatisfeitos na base do governador Ronaldo Caiado (União Brasil) procurarem os tucanos para uma possível parceria não aconteceu. O senador Luiz do Carmo, que teve conversas com Marconi semanas atrás, anunciou a desistência da disputa e manteve apoio ao democrata. 

Entre os partidos nanicos, apenas o Pros havia acenado a possibilidade de apoiar o ex-governador mas decidiram rumar à voo solitário nas eleições e lançaram pré-candidatura própria ao Palácio das Esmeraldas. Resta apenas o Cidadania que a configuração política obriga a aliança: ambos fazem parte de uma federação e se comportam como legenda única em todo o cenário nacional.