25 de maio de 2024
Cenário mundial

Retrospectiva 2023: relembre os 10 fatos mais marcantes do ano no mundo

O ano de 2023 chega ao fim com uma série de eventos históricos no cenário internacional. Confira os 10 principais destaques
Entre os assuntos mais comentados no mundo em 2023, estão conflitos extremos, como o protagonizado por Israel e Hamas. (Foto: Getty Images).
Entre os assuntos mais comentados no mundo em 2023, estão conflitos extremos, como o protagonizado por Israel e Hamas. (Foto: Getty Images).

Neste domingo (31), o ano de 2023 chega ao fim com uma série de notícias impactantes para o cenário mundial. Entre os assuntos mais comentados no mundo, constam conflitos extremos, eventos climáticos extremos, avanço da Inteligência Artificial, eleições e uma fatalidade que resultou na implosão de um submarino.

Para relembrar essas notícias, o Diário de Goiás listou um retrospectiva com os 10 fatos mais marcantes de 2023. Confira:

Guerra Israel-Hamas

No dia 7 de outubro, comandos do Hamas se infiltraram no sul de Israel a partir da Faixa de Gaza e executaram um massacre em cidades fronteiriças e em um festival de música ao ar livre. O ataque ocorreu durante o feriado judaico de Simchat Torá e Shabat, e um dia após o 50º aniversário da Guerra do Yom Kippur, que também começou com um ataque surpresa. A guerra resultou em mortes de civis e reféns e uma escalada de destruição na Faixa de Gaza, além de uma crise humanitária.

Protagonismo da inteligência artificial (IA)

Em 2023 foi possível acompanhar o crescimento explosivo das ferramentas de inteligência artificial, com uma acelerada implementação de ferramentas que facilitam a atuação de organizações e lideranças. Entre essas ferramentas está o ChatGPT, um chatbot online desenvolvido pela OpenAI, lançado em novembro de 2022 e que se popularizou em 2023. Essa inteligência tem deixado muita gente surpresa, mas também foi motivo de polêmica por criar conteúdo original, mostrando um significativo avanço da tecnologia. O recurso é grátis e já atraiu milhões de usuários, curiosos em conversar com o “robô”.

Greves paralisam Hollywood

O protesto começou no dia 13 de julho pelo sindicato dos atores norte-americanos SAG-AFTRA. Os profissionais reivindicavam melhores condições de trabalho, melhor remuneração e a regulamentação do uso de Inteligência Artificial nas filmagens. A paralisação impediu lançamentos importantes e gerou danos financeiros graves à indústria. Além disso, houve congelamento da produção de filmes e séries, derretendo 41% da produção audiovisual no último trimestre.

Altas temperaturas

2023 se consolida como o ano mais quente da história. O mês de novembro teve a maior temperatura registrada, com a média da superfície de 14,22°C, cerca de 0,85°C acima da média do período de 1991 a 2020. Segundo informações do Programa Copernicus, de modo geral, nesse ano de 2023, as temperaturas do ar estiveram acima da média em grande parte dos oceanos, e isso tem gerado impactos severos. O fenômeno El Niño, juntamente com outros fatores, como as ações do homem, são as principais causas do aumento das temperaturas.

Recorde musical em 2023

O Grammy 2023 aconteceu em fevereiro e teve a noite marcada pelos prêmios que Beyoncé levou e que a fizeram se tornar a artista mais premiada da história do Grammy, com um recorde de 32 vitórias. A artista perdeu o prêmio de melhor Álbum para “Harry’s House” do cantor Harry Styles, mas garantiu destaque em outras categorias. Entre elas, o de melhor gravação dance/eletrônica, com “Break My Soul”, melhor performance de R&B tradicional, por “Plastic Off the Sofa”, melhor música de R&B, por “Cuff It”, e melhor álbum de dance/eletrônica, por “Renaissance”.

Implosão do submarino

Em junho o mundo parou para acompanhar os desdobramentos da expedição do submarino Titan ao navio Titanic, que resultou em uma tragédia. A empresa responsável, a OcenGate, confirmou a morte dos cinco tripulantes do subversível. Estavam no submarino o empresário e aventureiro britânico Hamish Harding, o mergulhador francês Paul-Henri Nargeolet, o empresário paquistanês Shahzada Dawood e seu filho Sulaiman Dawood, além do CEO e fundador da OceanGate, empresa proprietária do submersível, Stockton Rush.

Mudança no Twitter

O proprietário da Tesla e da SpaceX, Elon Musk, em julho, mudou a logomarca do Twitter ao substituir o conhecido pássaro azul ícone por um “X”. Muitos internautas argumentaram que a alteração era desnecessária e o logo original já era amplamente reconhecido e associado à plataforma. A presidente-executiva da rede social, Linda Yaccarino, afirmou que: “Alimentado por IA, o “X” nos conectará a todos de maneira que estamos apenas começando a imaginar”, disse.

Mulheres no futebol

Em agosto, a Copa do Mundo feminina ganhou um destaque mundial, com o protagonismo para a Espanha. Disputada na Austrália e na Nova Zelândia, em sua sétima edição, eliminou os Estados Unidos nas oitavas de final, que ficaram de fora do top três pela primeira vez na história. O Brasil é um dos candidatos a receber a próxima Copa do Mundo, em 2027.

Eleições na Argentina

Eleito em novembro após derrotar o peronista Sergio Massa nas urnas, o novo presidente da Argentina, Javier Milei, tomou posse em 10 de dezembro. O candidato ultraliberal de 53 anos conseguiu consolidar sua nova força política com 55,78% dos votos válidos, contra 44,21% do rival, o ministro da Economia Sergio Massa. Segundo o governo argentino, a participação dos votantes foi de 76%. Em sua campanha, Milei usou uma abordagem agressiva, que contou com xingamentos aos adversário e até mesmo insultos ao papa Francisco, que é argentino.

Prêmio Nobel da Paz

A ativista iraniana de direitos humanos Narges Mohammadi, de 51 anos, foi a vencedora do Prêmio Nobel da Paz em 2023. Durante o anúncio, Narges estava detida na prisão de Evin, em Teerã, por “espalhar propaganda”. Ela, mesmo presa começou a se opor ao uso sistemático, por parte do regime iraniano, da tortura e da violência sexual contra presos políticos, especialmente mulheres, nas prisões do país. Em nota, o Comitê responsável pelo prêmio disse que premiá-la é homenagear a sua corajosa luta pelos direitos humanos, pela liberdade e pela democracia no Irã.


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Elysia Cardoso

Jornalista formada pela Uni Araguaia em 2019