15 de agosto de 2022
Destaque 3

Resposta demorada e incompreensão da crise fizeram dos EUA país mais atingido pelo coronavírus

Nova York é o estado mais atingido do país.(Foto: Michael Appleton/Prefeitura de Nova York)
Nova York é o estado mais atingido do país.(Foto: Michael Appleton/Prefeitura de Nova York)

Os Estados Unidos são hoje o país mais atingido pelo novo coronavírus. Já são mais de 400 mil infectados, o maior número do mundo, e mais de 15 mil mortes, dado que fica atrás apenas dos óbitos da Itália. O cenário para o futuro breve também não é animador. O governo americano prevê que entre 120 mil e 420 mil pessoas percam a vida no país devido às complicações pela Covid-19.

Só em Nova York, estado com 19 milhões de habitantes, o número de infectados já é maior que o da Itália, país com população de 60 milhões. Sozinha, a cidade de Nova York tem mais de 4,5 mil mortes, mais do que a China, berço do coronavírus, reportou até hoje.

Segundo a BBC Brasil, há cinco fatores que explicam a explosão de casos nos EUA. A resposta demorada para a crise seria uma das principais. O presidente Donald Trump minimizou os efeitos da Covid-19 por muito tempo. Quando ele mudou o tom e passou a apoiar o isolamento social e dar suporte à expansão do sistema de saúde, o vírus já estava muito disseminado no país. Além disso, a burocracia para regular novos testes e a baixa capacidade de testagem atrapalhou o entendimento da dimensão do problema.

Continua após a publicidade

Outro problema citado pela BBC foi a falha em rastreamento de passageiros que chegavam de outras áreas da Ásia e, principalmente, de cidadãos que chegavam ao país vindos da Europa. Sem conseguir acompanhar os casos importados, os EUA não puderam controlar a epidemia em seu próprio território.

A falta de insumos e equipamentos médicos também prejudica o combate à Covid-19. Faltam máscaras, respiradores e outras ferramentas essenciais. Com isso, profissionais de saúde são contaminados e deixam a linha de frente da guerra contra o coronavírus, além de eventualmente ter que ocupar leitos de hospital.

Veja todos os detalhes nas explicações da BBC Brasil

Continua após a publicidade