O Republicanos divulgou uma nota no domingo (12) para negar que tenha fechado apoio à pré-candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL). O partido também negou ter negociado uma indicação do presidente do partido, Marcos Pereira, ao Supremo Tribunal Federal (STF) como condição para a aliança, como vinha circulando nos bastidores das eleições de 2026.
A legenda tem 43 deputados e seis senadores. Em 2022, fez parte da coligação de Jair Bolsonaro, derrotado por Lula (PT).
A nota expõe ainda mais as crises e o isolamento de Flávio Bolsonaro na pré-campanha. Nos últimos dias, o União Brasil e o PP também já haviam indicado que não apoiariam o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro na corrida presidencial desse ano.
Essa situação foi comentada pelo também presidenciável, Ronaldo Caiado (PSD), ex-governador de Goiás que ironizou: “o barco está afundando e os aliados já começaram a pular fora”.
Isolamento
A nota assinada pelo presidente do partido, o deputado Marcos Pereira (SP), informa que ele não conversa com Flávio “há mais de um mês” e as tratativas foram “inconclusivas”.
Conforme reportagem do portal Metrópoles, internamente, o Republicanos avalia que, se as eleições fossem hoje, Lula venceria a disputa contra o herdeiro do bolsonarismo. Flávio foi consagrado “porta-voz” do ex-presidente em carta manuscrita do próprio Bolsonaro, divulgada por Flávio no sábado, a qual apenas reforça que a prioridade política gira em torno exclusivamente da família do ex-presidente.
O Republicanos informou ainda que iniciou consultas às bancadas, executivas estaduais e apoiadores para definir seu posicionamento e afirmou que a decisão será tomada apenas em convenção nacional. Por outro lado, já antecipou que um eventual apoio a Lula “está completamente descartado”.
Resultados nas pesquisas
Marcos Pereira demonstrou “frustração” com Flávio depois de ver os resultados de uma pesquisa encomendada pela sigla.
“Pelas sondagens iniciais, o presidente Marcos Pereira detectou, preliminarmente, um sentimento de frustração e uma indicação de preferência pela neutralidade nestas eleições”, afirma a nota.
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