25 de junho de 2022
Mundo

Representante da Coreia do Norte vai aos EUA negociar encontro com Trump

Kim Yong-chol, um dos principais negociadores da Coreia do Norte, está a caminho de Washington para encontrar autoridades americanas e tentar acertar um segundo encontro entre o ditador Kim Jong-un e o presidente Donald Trump, segundo informações da agência de notícias sul-coreana Yonhap.
Ele estaria levando uma carta do líder norte-coreano para o americano. Kim Yong-chol, considerado o braço direito do ditador (apesar do mesmo sobrenome, os dois não são parentes), deve se encontrar nesta sexta (18) com o secretário de Estado, Mike Pompeo, e com Stephen Biegun, enviado especial americano à Coreia do Norte.
“Muitas coisas positivas estão acontecendo. Ele [Trump] e o presidente Kim estabeleceram um bom relacionamento, e as conversas entre EUA e Coreia do Norte continuam”, afirmou um porta-voz da Casa Branca à CNN.
“Nós estamos trabalhando para avançar nosso objetivo de alcançar a desnuclearização completa e final da Coreia do Norte, e o presidente aguarda com expectativa para encontrar Kim de novo em sua segunda cúpula em lugar e hora a serem determinados.”
Há informações de que o segundo encontro entre os dois líderes poderia acontecer no Vietnã, para onde Kim Jong-un deve viajar em fevereiro, segundo a agência de notícias Reuters.
Em junho de 2018, os dois se encontraram em Singapura para debater a desnuclearização da Coreia do Norte. Na ocasião, o ditador se comprometeu a alcançar o objetivo.
Antes da reunião em Singapura,  Kim Yong-chol também viajou para Washington para acertar os detalhes da cúpula. 
Pyongyang parou de realizar testes nucleares e deu passos simbólicos para a desnuclearização, como destruir partes do local que usava para realizar os testes. Mas houve poucos avanços além desses.
No início deste mês, Trump afirmou que os EUA e a Coreia do Norte estavam negociando um local para que ocorresse uma segunda cúpula, mas não houve mais detalhes desde então.
Em seu discurso de Ano-Novo, Kim Jong-un disse que a desnuclearização é sua “firme vontade” e deu indícios, pela primeira vez, de que a Coreia do Norte pode deixar de produzir armas nucleares. Pediu, porém, que os EUA também adotem medidas para acelerar o processo.
Em outubro, Pompeo visitou Kim Jong-un em Pyongyang. Na ocasião, avaliou que os dois lados continuavam avançando no pacto de desnuclearização.
(DANIELLE BRANT, NOVA YORK, EUA (FOLHAPRESS)