26 de maio de 2024
Cidades

Regiões de Aparecida de Goiânia e Anápolis entram em situação de calamidade em mapa de risco da SES-GO

Mapa de risco em 11 de junho. (Foto: Reprodução/SES-GO)
Mapa de risco em 11 de junho. (Foto: Reprodução/SES-GO)

A atualização desta sexta-feira (11) do mapa de risco da Secretaria Estadual de Saúde (SES-GO) colocou as regionais Centro-Sul, com sede em Aparecida de Goiânia, e Pireneus, que tem Anápolis como cidade polo, em situação de calamidade.

Isso denota piora nos indicadores que monitoram a condição epidemiológica de cada região de saúde do estado. A Sudoeste I, sediada em Rio Verde, também passou de crítica para calamidade. A regional Central, de Goiânia, segue enquadrada no cenário crítico.

O mapa desta sexta tem 13 regiões em calamidade, uma a mais que na semana passada. Há também quatro regionais em situação crítica (eram cinco na semana anterior). Apenas uma das regiões manteve-se em cenário de alerta, classificação mais branda da SES-GO.

Além da Centro-Sul e Pireneus, estão em calamidades as regiões Sudoeste II (Jataí), Sudoeste I (Rio Verde), Sul (Itumbiara), Estrada de Ferro (Catalão), Oeste II (São Luís de Montes Belos), Oeste I (Iporá), Rio Vermelho (Goiás), São Patrício I (Ceres), São Patrício II (Goianésia), Entorno Norte (Formosa) e Nordeste II (Posse).

Outra região que piorou na classificação, passando de alerta para crítica, foi a Norte (Porangatu). Em contrapartida, Serra da Mesa (Uruaçu) melhorou, saindo de crítica para alerta, bem como a Nordeste I (Campos Belos), que estava em calamidade e agora fica em situação crítica.

Aceleração do Re em todas as regiões

O índice Re, que mede o contágio pelo coronavírus, está em aceleração em todas as regiões de saúde de Goiás. Isso ocorre quando o indicador está acima de 1. Atualmente, o mais baixo é na Sudoeste I, com 1,14, o que significa que cada 100 contaminados podem infectar outras 114 pessoas.

A situação mais grave é na Oeste II, com Re estimado em 2,47. Portanto, cada 100 pessoas que estão com o coronavírus conseguem infectar 247. Outra regional com o índice acima de 2 é a Nordeste I, com 2,15.

Com a epidemia em expansão em todo o estado, cresce a preocupação com uma nova onda da covid-19. A SES-GO, porém, tem tratado o recrudescimento de casos como um “repique” da segunda onda, uma vez que os números não baixaram o suficiente para que uma terceira onda se configurasse.

O aumento de casos também coloca mais pressão sobre o sistema de saúde. Nesta sexta-feira, 88,2% dos leitos de UTI da rede estadual exclusivos para covid-19 estão ocupados. Nesta semana, o índice superou 90%, o que não acontecia desde abril. A ocupação geral, somando também as enfermarias, está em 77%.

Veja o Re em cada região

Central: 1,3
Centro-Sul: 1,56
Entorno Norte: 1,62
Entorno Sul: 1,32
Estrada de Ferro: 1,59
Nordeste I: 2,15
Nordeste II: 1,94
Norte: 1,38
Oeste I: 1,77
Oeste II: 2,47
Pireneus: 1,2
Rio Vermelho: 1,39
São Patrício I: 1,51
São Patrício II: 1,89
Serra da Mesa: 1,29
Sudoeste I: 1,14
Sudoeste II: 1,32
Sul: 1,89


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