13 de abril de 2024
Demandas • atualizado em 20/02/2024 às 14:52

Reajuste salarial de professores de Anápolis é aprovado na Câmara em primeira votação

O reajuste para professores e servidores públicos municipais terá efeitos retroativos a 1º de janeiro de 2024, no percentual de 4,62%, aplicados em parcela única
Professores da rede municipal reinvindicam aumento superior ao aprovado pela Prefeitura. Foto: Prefeitura de Anápolis
Professores da rede municipal reinvindicam aumento superior ao aprovado pela Prefeitura. Foto: Prefeitura de Anápolis

O Projeto de Lei que prevê o reajuste salarial de professores e servidores públicos municipais de Anápolis foi aprovado em primeira votação pela Câmara Municipal de Anápolis, nesta terça-feira (20). O reajuste terá efeitos retroativos a 1º de janeiro de 2024, no percentual de 4,62%, aplicados em parcela única. A iniciativa aconteceu no mesmo dia em que os professores da rede realizaram uma paralisação por demandas salariais e educacionais.

Conforme a Prefeitura de Anápolis, o texto aprovado propõe um aumento salarial alinhado com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o indicador oficial que reflete a inflação do país. O projeto considera o reajuste salarial aos professores da rede municipal de 1% acima do Piso Salarial Profissional Nacional do Magistério Público da Educação Básica (PSPN) de 2024, definido pelo Ministério da Educação (MEC) em 3,62%. Para 2024, o projeto aprovado prevê um reajuste linear de 4,62% aos servidores.

Reinvindicações dos professores

De acordo com a presidente do Sindicato dos Professores da Rede Municipal de Ensino de Anápolis (Sinpma), professora Márcia Abdala, o reajuste aprovado não supre o déficit salarial da categoria. “Mesmo com a possibilidade da concessão do percentual de 4,62%, temos uma defasagem acumulada de 35,57%. Na tentativa de recuperar esse índice, reivindicamos 9,87% para esse ano”, detalhou.

O professores municipais reivindicam o piso salarial, titularidade, progressões horizontais e verticais, eleições para gestores, publicidade aos processos administrativos, cadastro de reserva, modulação, horas extras, concurso público e recesso escolar. Além disso, cobram também demandas educacionais, como falta de merenda, livros didáticos e kits escolares, além de uniformes, que não chegam para os estudantes.

Paralisação

Durante a manhã desta terça-feira (20), representantes do Sindicato dos Professores da Rede Municipal de Ensino de Anápolis (Sinpma), do Sindicato dos Funcionários e Servidores Públicos Municipais de Anápolis (SindiAnápolis), Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino Estado Goiás (Sinteea) e do Sindicato dos Trabalhadores do Sistema Único de Saúde de Goiás (SindSaúde) se reuniram para o Dia D B – Ato pela Data-base. O encontro aconteceu no Centro Administrativo, em Anápolis.

Além das demandas salariais e educacionais citadas, os professores se mobilizaram para cobrar o poder público sobre a solução de outras demandas, entre elas o déficit de professores, cuidadores, auxiliares de serviços gerais e vigias; e o chamamento do concurso público.


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Luana Cardoso

Luana

Estagiária de Jornalismo do convênio entre a UFG e o Diário de Goiás.