O atacante Raphinha chega à Copa do Mundo de 2026 como um dos principais nomes da Seleção Brasileira e uma das referências do trabalho de Carlo Ancelotti. Em entrevista coletiva nos Estados Unidos, o jogador do Barcelona demonstrou confiança na preparação da equipe para a estreia diante do Marrocos, mas ressaltou que o principal desafio será evitar erros em uma competição disputada em um curto espaço de tempo.
Segundo o camisa 11, a comissão técnica tem aproveitado ao máximo os dias de treinamento antes da estreia para corrigir detalhes e acelerar a adaptação dos jogadores ao modelo de jogo implementado por Ancelotti. Para Raphinha, a margem para falhas em um Mundial é muito pequena. “Não só no primeiro jogo. Não só um ponto de atenção, mas vários. É uma competição em curto período de tempo. É muito traiçoeiro. Com este tempo de preparação, estamos tentando nos adaptar e chegar o mais próximo possível de não cometer erros”, afirmou.
Ao falar sobre o Marrocos, adversário do Brasil na primeira rodada, o atacante revelou que o grupo ainda está estudando as características da equipe africana. A ideia é chegar ao confronto conhecendo bem os pontos fortes e as fragilidades do rival. “Estamos vendo alguns pontos fortes e pontos fracos para estarmos preparados para explorar os pontos fracos. Temos alguns dias até o jogo para podermos aprimorar melhor”, explicou.
Raphinha também comentou sobre o favoritismo da Seleção Brasileira e a pressão gerada pelas expectativas dos torcedores. O jogador admitiu que, mesmo com o esforço para blindar o elenco, especialmente os atletas mais jovens, é impossível ficar totalmente alheio ao que é publicado nas redes sociais. “Não podemos ser hipócritas. Sabemos que os jovens são muito ligados em redes sociais. Não tem como fugir, porque a notícia acaba caindo no colo deles”, destacou.
De acordo com o atacante, os jogadores mais experientes procuram orientar os mais novos para que não criem expectativas exageradas nem se deixem influenciar por críticas externas. Apesar das frustrações recentes da torcida brasileira em Copas do Mundo, Raphinha acredita que o apoio popular continua sendo um diferencial importante para a equipe. “A gente está muito confiante. Acho que a galera que não acredita não é que não acredite. Foram tantos anos se frustrando porque tivemos seleções que podiam ganhar e não ganharam. Mas, no fundo, todos estão torcendo pela Seleção e isso vai ser muito importante para nós”, disse.
O atacante fez uma comparação entre o momento atual e a Copa do Mundo de 2022. Segundo ele, a experiência adquirida nos últimos anos, tanto no Barcelona quanto na Seleção, o transformou em um jogador mais preparado para lidar com a pressão de um Mundial. “Em 2022 eu cheguei muito imaturo para a Copa. Agora me sinto muito mais preparado pelo meu momento no clube e na Seleção. A pressão vai existir sempre. Quando vestimos a camisa da seleção brasileira, a pressão vem junto. É a única que ganhou cinco Copas do Mundo. Se não estivermos preparados para a pressão, não podemos disputar um torneio deste nível”, concluiu.
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