O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (UB), alertou que vai rever toda a folha de pagamento dos servidores da Comurg. Como mostrou o Diário de Goiás, o Acordo Coletivo de Trabalho do órgão legaliza os valores altos dos encargos, provenientes de gratificações, incorporações, adicionais de insalubridade, quinquênios e outros benefícios garantidos aos servidores por lei, mas que, de acordo com o chefe do Executivo Municipal, precisa ser revisto e analisado juridicamente.
Durante entrevista coletiva, após encontro com o ministro interino de Estado Chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Olavo Noleto, no Sindicato dos Condomínios e Imobiliárias do Estado de Goiás (SecoviGoiás), nesta sexta-feira (10), Mabel foi questionado sobre o Acordo Coletivo da Comurg pelo editor-chefe do Diário de Goiás, Altair Tavares, e respondeu que uma equipe jurídica está revendo os documentos. “Vou rever tudo. Tudo que for fora da regra”, disse.
Apesar da legalidade dos altos salários, o prefeito de Goiânia insiste na possibilidade de “haver algo errado”. “Não é possível que uma pessoa entrou na Comurg como auxiliar de varrição e hoje tem um salário de 44 mil reais. Alguma coisa está errada nisso“, ressaltou Sandro Mabel.
Revisão das folhas de pagamento
Mabel reiterou que fará um pente-fino em todas as pastas da prefeitura para averiguar as folhas de pagamento, a frequência dos servidores e a assiduidade. “Vou revisar principalmente os que não trabalham. Tem muita gente que não trabalha. A mesma coisa que eu falei da Educação, da Saúde. Quem não trabalha, não tem jeito”, afirmou.
Ainda em relação a Comurg, o prefeito explicou que já possui uma equipe jurídica que está revendo o acordo interno, junto aos 35 advogados da companhia. “Nós temos uma banca de 35 advogados na Comurg. Se forem bons, então eles vão ajudar a nos dar a solução”, apontou Mabel.
Por fim, o prefeito demonstrou descontentamento com o valores altos e destacou que seriam melhor aplicados em necessidades reais do município. “Nós somos funcionários do público. Eu não posso pagar para alguém R$ 44 mil e a pessoa não trabalhar, que nem aquela da Saúde que recebe R$ 27 mil. Eu não posso e não vou pagar. Com isso daí eu boto mais criança nas creches, eu boto remédio no posto de saúde e tudo mais”, pontuou Sandro Mabel.