21 de junho de 2024
Política

“Queremos acabar com o modelo de barganha da estrutura política”, diz Elias Vaz

O vereador Elias Vaz, que deixou o PSOL para integrar o novo partido criado pela presidenciável Marina Silva, fala sobre a perspectiva política do Rede Sustentabilidade.

Apesar de não existir oficialmente, a nova agremiação partidária tem projeto para 2014 e concepção regimental toda voltada para o meio ambiente. Segundo o vereador, a sigla constesta as velhas práticas eleitorais e o sistema de trocas estrutura política.

 

Vereador, o senhor acredita, de fato, nas chances de Marina Silva vencer a eleição em 2014?

Atualmente as pesquisas mostram que a Marina tem chances. Já passou da hora de termos uma candidatura que quebre o modelo tradicional de disputa. A população está cansada de ver o PT e o PMDB de um lado e o PSDB e o DEM do outro. O que queremos é quebrar este modelo.

 

Este partido está sendo criado com o objetivo de dar sustentação a candidatura da Marina?

Sem dúvidas, um projeto de governo para presidência da República acaba se transformando no carro chefe na criação de um partido. É um elemento importante, mas a própria Marina faz questão de dizer que este não é o único objetivo do partido. Por outro lado, não acho que essa impressão – de que o partido foi criado para dar sustentação seja ruim. Isso mostra que a Rede nasce com vocação para o poder. Temos chances reais e isso faz a diferença.

 

Qual o diferencial do partido?

A sustentabilidade é um mote importante. Não estamos surgindo com questionamentos vãos. A política atual é de toma lá dá cá. Queremos acabar com este grande balcão de negócios na política brasileira.

Basta observar as barganhas constantes. A presidente Dilma nomeou três ministros para se recompor com o partido do Lupi, que foi afastado por corrupção. O pior é que esta troca de cargos públicos por apoio político é vista com naturalidade. Estamos nos acostumando com a barganha da estrutura pública. A Rede vem propor a mudança.

 

Quem vai financiar a Rede?

A Rede nasce com independência. Inclusive a Marina defende uma participação limitada do financiador da campanha passada, que foi o dono da Natura, Guilherme Leal. Quem contribui demais se sente no direito de tomar decisões com autonomia. Teremos financiadores, mas serão limitados e não aceitaremos financiamento de setores que comprometem nossa defesa, que é a sustentabilidade.

 


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