18 de fevereiro de 2026
Esportes

Quatro árbitros goianos estão na primeira lista de profissionais contratados pela CBF

Bruno Pires e Wilton Pereira Sampaio (Foto - Murilo Nascente - FGF)
Bruno Pires e Wilton Pereira Sampaio (Foto - Murilo Nascente - FGF)

A Confederação Brasileira de Futebol anunciou uma mudança histórica na arbitragem nacional. A partir da temporada 2026 do Campeonato Brasileiro da Série A, árbitros centrais, assistentes e profissionais de VAR passarão a ser profissionalizados, com contratos diretos com a CBF. O novo modelo prevê salário mensal fixo – que pode chegar na casa dos R$ 30 mil, taxa variável por jogo, bônus por desempenho e acompanhamento multidisciplinar.

De acordo com a CBF, os profissionais terão rotina semanal de treinamentos, monitoramento tecnológico, avaliações físicas constantes e farão parte de um ranking de desempenho, atualizado rodada a rodada, que influenciará diretamente nas escalas das partidas. O sistema também prevê promoções e rebaixamentos anuais dentro do quadro de arbitragem, seguindo critérios técnicos semelhantes aos aplicados aos clubes nas competições nacionais. A expectativa é que os contratos sejam assinados ainda em fevereiro, para que o novo modelo entre em vigor já a partir de março.

O presidente da CBF, Samir Xaud, destacou o caráter estrutural da medida e afirmou que a profissionalização era uma demanda antiga do futebol brasileiro. “Trata-se de uma mudança estrutural profunda e necessária, pedida há décadas por todos aqueles que amam nosso esporte. É um movimento que segue as melhores práticas de outras grandes federações do mundo”, afirmou o dirigente.

Segundo ele, o projeto foi amplamente debatido antes de sair do papel. “Uma pauta que precisava ser estudada com todos os setores do futebol e implementada com firmeza, mas que estava adormecida aqui na CBF. Como em outros casos, essa nova gestão resolveu encarar o desafio”, completou.

Ao todo, 72 profissionais foram selecionados para integrar o primeiro ciclo de profissionalização da arbitragem brasileira, com contratos válidos por dois anos. Entre eles, quatro pertencem ao quadro da Federação Goiana de Futebol. O árbitro Wilton Pereira Sampaio, que já esteve em duas Copas do Mundo (2018 e 2022), está na lista, assim como o assistente Bruno Pires, também integrante do quadro FIFA. Outro nome goiano contemplado é o árbitro assistente Leone Carvalho, constantemente bem avaliado no cenário nacional. Completa a relação o árbitro de vídeo Caio Max Vieira, que recentemente passou a integrar o quadro da FGF e conquistou o escudo FIFA na função de VAR.

Apesar de a profissionalização estar vinculada inicialmente à Série A do Campeonato Brasileiro, a CBF não descarta a utilização desses árbitros em partidas decisivas da Copa do Brasil, competições regionais e até em outras séries nacionais. O investimento previsto pela entidade é de aproximadamente R$ 195 milhões ao longo das temporadas de 2026 e 2027, consolidando um novo modelo para a arbitragem brasileira e atendendo a uma das principais reivindicações de clubes, dirigentes, imprensa e torcedores.


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