Quase 700 quilos de cabos e materiais de cobre e alumínio utilizados na iluminação pública foram apreendidos nesta quarta-feira (19) em Goiás, durante a segunda fase da Operação Equi-Cobre. Ao todo, foram fiscalizados 72 alvos, entre sucatas, recicladoras, fundições, ferros-velhos e outros estabelecimentos que trabalham com materiais metálicos.
A operação, promovida numa integração das polícias Civil e Militar, além da Equatorial, tem como objetivo combater o furto, desvio e a comercialização ilegal de materiais da rede elétrica.
Os crimes de furto destes materiais são a mais frequente causa de problemas na iluminação pública, sobretudo em rodovias. Quadrilhas especializadas em surrupiar o cabeamento atuam tanto na capital quanto no interior. A infraestrutura mais afastada, sem olhos para vigiar, são as preferenciais, de acordo com a polícia.
A Operação Equi-Cobre foi criada para proteger os ativos da concessionária, combater práticas ilícitas e reduzir os impactos dos crimes contra a infraestrutura elétrica. O nome é a junção de “EQUI”, em referência aos equipamentos que compõem a rede elétrica, e “COBRE”, um dos principais materiais presentes nos cabos e componentes utilizados na distribuição de energia.
Os crimes de furto, roubo e receptação de fios, cabos e equipamentos utilizados no fornecimento ou transmissão de energia elétrica agora têm punições mais severas.
A pena para furto qualificado de materiais usados em serviços essenciais foi elevada para 2 a 8 anos de reclusão, além de multa. Em casos de roubo que comprometa serviços públicos essenciais, a pena passa a ser de 6 a 12 anos de reclusão e multa.
Para o crime de receptação simples, a pena pode chegar a 4 anos de reclusão e multa. No caso de receptação qualificada, a pena é de até 8 anos, mas pode ser dobrada se envolver bens ligados a serviços essenciais, podendo chegar a até 16 anos de reclusão e multa.
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