13 de abril de 2024
Análise

Putin avalia proposta de paz entre Rússia e Ucrânia enviada por Lula, diz site

O governo russo está “examinando” as iniciativas, principalmente do ponto de vista da política equilibrada do Brasil
Presidente da Rússia Vladimir Putin. (Foto: Divulgação )
Presidente da Rússia Vladimir Putin. (Foto: Divulgação )

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, está avaliando a proposta de paz na Ucrânia, recebida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A declaração foi feita pelo vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Mikhail Galuzin, nesta quinta-feira (23), segundo à agência de notícias estatal russa Tass.

Galuzin destacou a importância da visão do Brasil, que é parceiro estratégico de Moscou, tanto bilateral quanto globalmente.

“Tomamos nota das declarações do presidente do Brasil sobre o tema de uma possível mediação, a fim de encontrar caminhos políticos para evitar a escalada [do conflito] na Ucrânia, corrigindo erros de cálculo no campo da segurança internacional com base no multilateralismo e considerando os interesses de todos os envolvidos”, afirmou.

O diplomata disse ainda que o governo russo está “examinando” as iniciativas, principalmente do ponto de vista da política equilibrada do Brasil, mas, levando em consideração a situação “in loco”.

O vice-ministro disse que a Rússia valoriza o fato de o Brasil não fornecer armas a Kiev, na Ucrânia. No final de janeiro deste ano, durante uma visita do chanceler alemão, Olaf Scholz, Lula se recusou a fornecer munições para tanques de guerra, que a Alemanha ia enviar para o campo de batalha na Ucrânia.

Ainda durante a mesma visita do alemão, Scholz, o presidente Lula propôs criar um fórum internacional para negociar um caminho para a paz na Ucrânia, que contaria não só com o Brasil, mas China, Estados Unidos e países europeus.

Mas durante durante uma visita a Washington no dia 10 de fevereiro de 2023, a ideia do grupo de trabalho foi “ignorada” por Joe Biden, presidente americano.

Biden deixou claro que, para ter voz ativa na negociação do fim do conflito, o brasileiro teria, primeiro de tudo, de reconhecer que a Rússia é o agressor que viola continuamente o direito internacional e que a Ucrânia é sua vítima — deixando de lado declarações dúbias, como “quando um não quer, dois não brigam”. 


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Leonardo Calazenço

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