21 de junho de 2024
Lênia Soares

PT mostra uma estratégia para 2014

Em entrevista ao Jornal Realidade, na Rádio Vinha FM, a deputada federal Marina Sant’Anna (PT) evidenciou a estratégia política do Partido dos Trabalhadores para as eleições de 2014: o desvio de foco.

 

Enquanto a situação estadual trabalha para elencar, o mais rápido possível, seu concorrente para o embate, os petistas dispersam as possibilidades evitando desgaste antecipado.

Todos – e nenhum – são pré-candidatos. O discurso é de riqueza de nomes. A prática é de luta por viabilização da legenda.

Acostumados com o segundo plano, já que há muito não encabeçam chapa para o governo de Goiás, o PT dá sinais de que articula a virada. A eleição de 2012 deu  o “start” para a inversão dos papeis entre petistas e peemedebistas. Além, claro, das consecutivas derrotas sofridas pelo PMDB no pleito estadual.

As vitórias expressivas em Goiânia, de Paulo Garcia (PT), e em Anápolis, de Antônio Gomide (PT), estimularam a equipe.

Estão em destaque. Querem o reconhecimento.

É aí que entra a estratégia.

O jogo das múltiplas possibilidades dá tempo ao partido para a negociação com os demais.

O peso do apoio de Iris Rezende (PMDB) é indispensável. Todos reconhecem. É preciso conquistá-lo. Ganhar a confiança. Provar ser capaz de unir nomes, executar um bom projeto, e o principal: ser fiel aos tradicionais peemedebistas.

Isso demora. Tem que ganhar a bênção.

Enquanto isso, lucram também em outro sentido.

Sem a escolha antecipada, o PT fica imune ao ataque direto do adversário. Eles não têm um alvo específico e podem perder força atirando contra tudo e todos. É o que estão fazendo.

Um jogo duplo de interesses. Por interesse. Como em Poder Simbólico, será preciso fazer ver e crer, predizer e prescrever, dar a conhecer e fazer reconhecer. Sim, leitores, foi dada a largada e o PT deixa claro que está na corrida.  


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