A desistência do governador do Paraná, Ratinho Jr., da corrida presidencial pelo PSD abriu espaço para nova articulação no partido e colocou o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), no radar da sigla. A movimentação, revelada nesta segunda-feira (23), pela colunista Ana Flor, da GloboNews, indica aproximação que passa por Minas e chega à direção nacional do partido.
No domingo (22), Zema transmitiu o cargo ao vice, Mateus Simões, que recentemente deixou o Novo e se filiou ao PSD. Segundo a colunista, a mudança não é isolada e funciona como ponto de conexão entre o grupo do governador mineiro e a cúpula da legenda.
Com a saída de Ratinho, o PSD perde um dos nomes mais competitivos nas pesquisas. Na Quaest mais recente, o paranaense aparecia com 7% das intenções de voto, à frente do governador Ronaldo Caiado, com 4%, e de Eduardo Leite, com 3%. O ex-tucano confirmou que mantém seu projeto à presidência.
No partido, o caminho mais direto hoje aponta para a consolidação de Caiado como candidato. Ainda assim, há avaliação interna de que Zema pode entrar no jogo, seja em composição ou como alternativa.
De acordo com a colunista, o entorno de Zema mantém o discurso de candidatura própria. O presidente nacional do Novo, Eduardo Ribeiro, afirma que o acordo segue sendo lançar o governador à Presidência e indicar o vice na chapa de Mateus Simões em Minas.
Zema também é citado como opção pelo PL, que avalia seu nome como possível vice em uma chapa encabeçada por Flávio Bolsonaro.
A movimentação ocorre a poucos dias da data prevista pelo PSD para anunciar seu presidenciável, em 31 de março. Sem Ratinho, a disputa interna se concentra entre Caiado e Leite, enquanto Zema passa a ser considerado nas conversas do partido.
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