26 de maio de 2022
Eleições 2012

PSB de Friboi fica com Paulo Garcia. PSC caminha para Jovair com apoio de Vanderlan

Após reunião com partidos da base da prefeitura municipal de Goiânia, o presidente do PSB estadual, José Batista Júnior, o Júnior Friboi, deu sinais de que irá manter o apoio à reeleição do prefeito Paulo Garcia (PT). As conversas sobre uma possível candidatura de Barbosa Neto passaram como desentendido e as discussões voltaram-se para a criação de uma chapa proporcional de vereadores.

 

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O cenário certo, no entanto, só poderá ser descrito no último momento autorizado para o anúncio oficial dos candidatos. O clima ainda é de agitação e incertezas. De um lado, Paulo Garcia agindo como quem já ganhou a eleição e apoiá-lo é um honra, portanto sem ações que possam gerar reflexos eficazes no resultado da disputa, e do outro lado, um governador que precisa se submeter às necessidades do partido e declarar apoio inicial a um nome com pequenas chances de vitória. É o que revelam as pesquisas.

Paulo e seu acanhamento político têm gerado insatisfações dentro do próprio partido. Entre apoiadores descontentes, é comum ouvir a avaliação de que há muito tempo não se via um petista tão sem expressão na Prefeitura de Goiânia. Para muitos, situação pior que a do ex-prefeito Pedro Wilson, também do PT e que perdeu a reeleição justamente para Iris Rezende, em 2004. Sua falta de articulação e aparente despreocupação com o processo eleitoral incomodam os aliados, como Júnior Friboi, que declara apoio, mas mantém um pé e meio atrás. No discurso, companheiro insubstituível. Na prática, pelo menos outros três aguardam em standby por apoio.

Como dificuldade é o lema desta eleição, Marconi Perillo se depara com o clamor dos tucanos para que lancem, finalmente, um candidato à disputa representando a base do governo estadual. Desde que Marconi assumiu o governo de Goiás, nenhum tucano se aproximou da Prefeitura de Goiânia. O governador nunca elegeu um prefeito na Capital. Desta vez, a possibilidade de repetição desse quadro de derrotas conta com agravantes como o recuo tardio de Leonardo Vilela, a indecisão para apresentação de outro nome e a Operação Monte Carlo, a que levou a Polícia Federal a prender o contraventor Carlinhos Cachoeira na casa que era do governador.

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Se não fosse a necessidade do PSDB de voltar ao jogo, Marconi poderia apoiar o deputado federal Jovair Arantes (PTB). O deputado conta com boa estrutura financeira para a campanha, boa articulação política e experiência na vida pública. O governador ganharia ainda um ponto com o governo federal apoiando um candidato bem quisto no Congresso.

Jovair poderia angariar, de uma só vez, Marconi Perillo, Júnior Friboi – já que o presidente nacional do PSB, governador de Pernambuco, Eduardo Campos, mantém um bom relacionamento político com o petebista -, Vanderlan Cardoso – que procura meio de participar do processo e não pretende seguir com Paulo – e até mesmo a presidenta Dilma Rousseff (PT).

O deputado conta ainda com avaliação popular razoável e pequeno índice de rejeição. Um bom nome para representar uma disputa que têm levado aflição a quase todos os políticos de Goiás. Um candidato nem de lá, nem de cá. Que não bate de frente com ninguém e com quem ninguém quer bater de frente. Já negociou com quase todos.

Tudo indica que será via Jovair Arantes que Vanderlan Cardoso entrará na disputa. Atualmente sem partido, o ex-prefeito de Senador Canedo mantém grande influencio sobre o PSC. Partido de sua mulher Isaura Cardoso. A escolha do vice de Jovair tem se afunilado no nome do vereador Simeyzon Silveira, do partido cristão. Mesmo não representando a situação estadual, Jovair tem boas chances – como mostra pesquisas às quais o Diário de Goiás teve acesso – de seguir para o segundo turno e pode representar grande risco à reeleição de Paulo Garcia.

Mas nada está fechado ainda – e nada estará até o último minuto do dia 30. Jovair deverá manter diálogo com Friboi e Vanderlan. Quem não quer o peso de um frigorífico e o voto de quase 200 mil eleitores?

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