17 de agosto de 2022
Consenso?

Proposta da Prefeitura para colocar fim na greve da educação será deliberada em Assembleia do Sintego na próxima segunda (04)

Uma das exigências é que os percentuais de reajuste sejam retroativos pelos últimos quatro meses
Bia de Lima: "A proposta não está findada porque queremos que seja retroativa a janeiro e estamos nesse impasse"
Bia de Lima: "A proposta não está findada porque queremos que seja retroativa a janeiro e estamos nesse impasse"

Representantes do Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Goiás estiveram reunidos durante toda a manhã desta sexta-feira (01º/04) com o secretário de Educação da Prefeitura de Goiânia, Wellington Bessa, além de técnicos da secretaria de Finanças. Do lado do Paço Municipal, os servidores apresentaram uma proposta que será deliberada em Assembleia no Cepal, no Setor Sul, na próxima segunda-feira (04/04).

De acordo com a presidenta do Sintego, Bia de Lima, faltam alguns detalhes para que a proposta e os percentuais possam ser apresentados. Uma das exigências é que os percentuais de reajuste sejam retroativos pelos últimos quatro meses. “A proposta não está findada porque queremos que seja retroativa a janeiro e estamos nesse impasse. Não tivemos resposta das Finanças sobre o que está na mesa. Como não houve essa resposta, estamos aqui impedidos de dizer porque estamos nesse impasse da secretaria de Finanças. Nesse sentido, nós precisamos estar na Assembleia”, destacou a sindicalista após o encontro.

Até lá, o comando de greve continua, mas a expectativa é que a greve chegue ao seu fim. Terão completados 21 dias desde que o movimento grevista deflagrou a paralisação no município de Goiânia, com desgastes para o Paço Municipal e sinais de cansaço para os professores que exigem o cumprimento integral do piso em 33,24% além do pagamento das data-bases de 2020 a 2022 que ainda estão pendentes.

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Ontem (31), grevistas e Prefeitura entraram em rota de colisão em uma relação que já estava amargurada há algumas semanas. O alvoroço começou quando o republicano conversava com uma manifestante que protestava no local desde o início da cerimônia de lançamento de um Cmei no Setor Pedro Ludovico. 

Quando o prefeito saiu no carro oficial, um dos professores subiu sobre o veículo. Antes disso, outro servidor fazia ameaças e jogava água sobre o prefeito, de acordo com a corporação. Guardas civis metropolitanos acabaram intervindo na situação e deteram os servidores que foram parar na Central de Flagrantes. Vídeos que o Diário de Goiás teve acesso e amplamente disseminados pelas redes sociais mostram o exato momento que um manifestante sobe sobre o carro.

A abordagem ostensiva da Guarda Civil Metropolitana foi tida como exagerada. Professores se revoltaram e foram manifestar em frente a Central de Flagrantes até que os detidos foram liberados no fim da tarde. À noite, a presidente do Sintego, Bia de Lima esteve em reunião que durou mais de duas horas com Bessa. Nada feito e as negociações continuaram pela manhã desta sexta-feira (01).

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