24 de maio de 2024
Redes Sociais

Após Câmara dos EUA aprovar lei que pode proibir o TikTok no país, China responde

Nos EUA, mais de 170 milhões de pessoas usam o aplicativo
A empresa chinesa Byte Dance, proprietária do TikTok rebateu acusações. (Imagem: reprodução)
A empresa chinesa Byte Dance, proprietária do TikTok rebateu acusações. (Imagem: reprodução)

Depois que a Câmara dos Estados Unidos aprovou uma legislação que poderia potencialmente proibir o aplicativo de mídia social TikTok no país, a China, por meio do ministério das Relações Exteriores, disse que a possibilidade da proibição é “um ato de bullying”. Os comentários, feitos horas antes de uma votação nos EUA onde mais de 170 milhões de pessoas usam o aplicativo, são contra a acusação de que o TikTok é percebido como uma “ameaça à segurança nacional”.

Vale ressaltar que, em 2023, o TikTok foi o aplicativo de mídia social mais baixado nos dispositivos móveis dos americanos. A plataforma é de propriedade da empresa chinesa Byte Dance. E, com a dependência de metade da população ao aplicativo, que segue aumentando no país, os legisladores americanos expressaram preocupação com o destino desses dados, temendo que esses dispositivos possam se tornar ferramentas de espionagem internacional.

Os políticos argumentam que o governo chinês poderia pressionar a empresa mãe do TikTok para acessar os dados dos usuários americanos. Com as novas leis de segurança nacional na China, o regime tem ampla autoridade para exigir informações das empresas, aumentando as suspeitas de que os dados dos usuários não estão seguros. Além disso, há a alegação de que o governo chinês poderia utilizar a empresa para influenciar o conteúdo consumido pelos usuários, manipulando a opinião pública e interferindo nas escolhas políticas.

A Byte Dance, por sua vez, afirmou que nunca compartilhou informações dos usuários americanos com o governo chinês, alegando que esses dados são armazenados nos Estados Unidos. A empresa está registrada nas Ilhas Cayman, distante de Pequim. No entanto, uma investigação da revista “Forbes” revelou que os dados dos principais criadores de conteúdo da plataforma estão localizados na China. O governo dos Estados Unidos já proibiu funcionários públicos de instalarem o aplicativo em dispositivos profissionais, e outros dez países, além da União Europeia, também impuseram restrições semelhantes.

Sobre o projeto de lei aprovado, agora ele precisa ser aprovado pelo Senado. O presidente Joe Biden instou os senadores a agirem rapidamente, declarando seu apoio ao projeto e prometendo sancioná-lo quando chegar à Casa Branca.


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Carlos Nathan Sampaio

Jornalista formado pela Universidade Federal e Mato Grosso (UFMT) em 2013, especialista Estratégias de Mídias Digitais pelo Instituto de Pós-Graduação e Graduação de Goiânia - IPOG, pós-graduado em Comunicação Empresarial pelo Senac e especialista em SEO.