28 de junho de 2022
Cidades

Professora da UFG vai integrar grupo da OMS que avalia possíveis vacinas para a Covid-19

Cristiana Toscano fornecerá análise ao MP ao lado de Siqueira Júnior. (Foto: Divulgação)
Cristiana Toscano fornecerá análise ao MP ao lado de Siqueira Júnior. (Foto: Divulgação)

A professora do Instituto de Patologia Tropical e Saúde Pública da Universidade Federal de Goiás (IPTSP-UFG), Cristiana Toscano, foi indicada para compor o Grupo Estratégico Internacional de Experts em Vacinas e Vacinação (Sage, na sigla em inglês) da Organização Mundial da Saúde (OMS) em seu Grupo de Trabalho de Vacinas para a Covid-19.

A goiana é a única brasileira, além de representante inicial da América Latina, que irá compor o grupo. Ao todo, a equipe terá entre 10 a 15 pessoas de todo o mundo. O papel é revisar as evidências disponíveis sobre o progresso das vacinas candidatas contra a Covid-19. As reuniões ocorrerão quinzenalmente.

Ela também ajudará a prover orientações para estratégias e sobre o uso acelerado de vacinas (pré-licenciamento e pós-licenciamento). A professora é médica e infectologista e atua na área de imunizações há 20 anos. Neste período, trabalhou em organizações internacionais em diversas instâncias, como Organização Pan-Americana da Saúde no Brasil, em Washington e depois Organização Mundial da Saúde,em Genebra.

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“Neste período, trabalhei em diversos países, em investigações de epidemias relacionadas à doenças imunopreveníveis, planejamento e preparação nacional e regional para a pandemia de influenza, estruturação e coordenação de rede de vigilância internacional para monitoramento de doenças preveníveis por novas vacinas em desenvolvimento”, contou Toscano.

A professora ressalta o grande número de vacinas em fase de testes no mundo. Apesar do entusiasmo com algumas mais promissoras, ela lembra que é preciso desenvolver uma fórmula segura e eficaz.

“Há na atualidade inúmeras vacinas em desenvolvimento, inclusive algumas já em estudos clínicos em humanos. Ainda é cedo para saber se e quando teremos uma vacina segura e eficaz disponibilizada em grande escala para a população. Mas a articulação internacional de grupos de pesquisa e desenvolvimento de vacinas é intensa e promissora neste sentido”, ponderou.

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