16 de julho de 2026
ECONOMIA

Produção industrial goiana cai pelo terceiro mês consecutivo

Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a retração foi ainda maior, de 4,4%. Com isso, o acumulado em 12 meses caiu para 2%, embora ainda se mantenha positivo.
Indústria goiana tem mais um mês de queda em janeiro. (Foto: SGG)
Indústria goiana tem mais um mês de queda em janeiro. (Foto: SGG)

A Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF), divulgada nesta sexta-feira (13), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostrou que a produção industrial goiana caiu 1,6% em janeiro. Este foi o terceiro recuo consecutivo após a alta expressiva de 7,9%, obtida em outubro.

Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a retração foi ainda maior, de 4,4%. Com isso, o acumulado em 12 meses caiu para 2%, embora ainda se mantenha positivo.

No Brasil, a produção industrial avançou 1,8% na passagem de dezembro de 2025 para janeiro de 2026, eliminando parte do recuo de 2,5% acumulado de setembro a dezembro de 2025. Foi o crescimento mais intenso desde junho de 2024 (4,4%).

Em relação a janeiro do ano anterior, a indústria avançou 0,2% e interrompeu três meses consecutivos de queda na produção. Com esses resultados, a produção industrial se encontra 1,8% acima do patamar pré-pandemia, mas ainda está 15,3% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011.

Cai produção de veículos para transporte de mercadorias com motor diesel

Na comparação com janeiro de 2025, a queda de 4,4% assinalada em Goiás foi motivada pela retração de seis dos treze setores investigados. Dentre eles, os mais relevantes foram: Fabricação de produtos alimentícios (-5,4%), Fabricação de produtos químicos (-16,2%) e Fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias (-46,1%).

Merece destaque o recuo de 46,1% da Fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias – o maior desde janeiro de 2021 (-59,5%). Entre seus itens, as quedas de produção de veículos para o transporte de mercadorias com motor diesel e de automóveis com motor a gasolina, álcool ou bicombustível foram as que mais impactaram o resultado frente ao mesmo mês do ano anterior. Por outro lado, as maiores influências positivas para o índice goiano foram das atividades de Fabricação de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (38,0%) e Metalurgia (16,2%).


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