10 de julho de 2026
GRÃOS

Produção de soja e milho em Goiás deve ter queda em 2026

Culturas têm previsão de recuo no rendimento em relação a 2025. Estado perde terceiro lugar na produção de grãos para o RS
Produção de soja em Goiás deve cair em 2026. (Foto: Seapa)
Produção de soja em Goiás deve cair em 2026. (Foto: Seapa)

O Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado nesta quinta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), prevê uma queda na produção de soja e milho em Goiás na safra de 2026. Na comparação com o ano passado, o recuo deve ser de 4,6%.

A LSPA estimou uma produção de 37,1 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas para a safra goiana de 2026. A produção de soja, que tem área de cultivo de 5,2 milhões de hectare – a maior do estado – deve recuar 2,6% com safra de 19,8 milhões de toneladas em 2026. Isso ocorre a despeito do aumento da área plantada, uma vez que o rendimento tem queda esperada de 3,7%.

Por outro lado, o milho segunda safra, que ocupa área de 2,1 milhões de hectares, deve cair 3,7%, conforme o IBGE. O recuo está associado à perda de 3% da área plantada e uma redução de 5,5% no rendimento estimado.

No Brasil, por outro lado, a expectativa é de recorde na série histórica, com 350,4 milhões de toneladas e alta de 1,2% em relação a 2025 (346,1 milhões).

O sorgo é a única cultura do grupo de cereais, leguminosas e oleaginosas cuja produção goiana deve subir em 2026, com alta prevista de 2,6%. Embora seja esperada uma queda de 7,5% em seu rendimento, o aumento da área de cultivo (10,9%) justifica a expectativa de crescimento da safra.

Na distribuição da produção pelas unidades da federação, o levantamento de maio apontou Goiás como o quarto maior produtor nacional de grãos, com participação de 10,6%. Em 2025, a representatividade do estado foi de 11,3%, o que lhe conferia a terceira posição no ranking nacional.

Apesar de a estimativa mais recente colocar o Rio Grande do Sul (10,7%) à frente de Goiás, as participações de ambos os estados são bastante similares no contexto nacional. Na liderança, Mato Grosso (31%) se mantém, seguido pelo Paraná (13,6%).


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