25 de junho de 2022
Política

Problema de desabastecimento de água em Senador Canedo é básico e tem solução, diz prefeito eleito

Fernando Pellozo diz que problema da água pode ser solucionado. (Foto: Reprodução/Facebook)
Fernando Pellozo diz que problema da água pode ser solucionado. (Foto: Reprodução/Facebook)

O prefeito eleito de Senador Canedo, Fernando Pellozo (PSD), afirmou nesta segunda-feira (23) que o problema do desabastecimento de água no município tem solução. A falta de água é, há anos, uma das principais preocupações dos canedenses.

A cidade é uma das poucas do estado que não usa o serviço da Saneago. A concessão do serviço é da empresa municipal Sanesc. Segundo Pellozo, o então prefeito Vanderlan Cardoso iniciou durante sua gestão a obra de uma adutora de 10 km. Desde que ele saiu da prefeitura restaram 4 km para conclusão, mas a estrutura não foi terminada. O prefeito eleito também citou que apenas 36 dos 86 poços artesianos de Senador Canedo estão funcionando.

“O problema da água está encaminhado. Não entendemos porque não deram continuidade (à obra da adutora). Há uma desatenção muito grande. Aí vem a crise e é fácil culpar o clima. Houve até uma covnersa que sabotaram o sistema e não procede. A questão da água é vital. É básico, tem solução e não foi feito”, disse à Rádio Bandeirantes Goiânia.

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Pellozo afirmou que a gestão também precisa priorizar a saúde. Ele lembra que o município é o quinto em arrecadação no estado e, mesmo assim, muitos canedenses precisam se deslocar a Goiânia ou Aparecida de Goiânia para buscar atendimento médico. “Na pandemia, teve paciente que precisou ser deslocado para Itumbiara”, comenta.

O prefeito eleito comentou também as decisões do atual prefeito e adversário nas eleições, Divino Lemes (Podemos), editou um decreto dispensando os comissionados da prefeitura, mas depois voltou atrás. Segundo Pellozo, a atitude parece inevitável por conta do inchaço da folha da administração.

“Existe uma lei que estipula o limite de gastos com pessoal a 56% da arrecadação. Notícias extraoficiais dizem que está em 70%. As demissões seriam inevitáveis se a folha ultrapassou a lei. Mas a gente percebe um descompasso, um desajeito na execução disso. É impossível manter a prefeitura tão cheia de funcionários, como foi feito por essa gestão, comprometendo o dinheiro que poderia ser usado em água, esgoto. Está tudo sendo usado para pagar folha”, criticou.

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