O primeiro ano da gestão do prefeito Sandro Mabel (UB) fechou com superávit orçamentário de R$ 1,206 bilhão. Ou seja, em relação ao projetado no orçamento para o ano, a administração deixou de gastar este valor. O superávit financeiro – que indica o quanto de dinheiro efetivamente sobrou – ficou em R$ 617 milhões. O relatório foi publicado na edição de 30 de janeiro do Diário Oficial do Município (DOM).
O secretário de Finanças, Valdivino de Oliveira, explicou que a diferença entre os dois indicadores se dá por uma superestimativa orçamentária da gestão de Rogério Cruz, responsável por aprovar a Lei Orçamentária Anual de 2025.
“A receita prevista no orçamento de 2025, que foi o orçamento idealizado pela administração anterior era de R$ 10,6 bilhões. Mas nós arrecadamos R$ 10 bilhões. Houve frustração de 600 milhões em receita”, destacou. Oliveira lembrou ainda que o cenário já era previsto em janeiro do ano passado. “Eu falei, quando tomamos posse, que o orçamento de 2025 continha mais de R$ 800 milhões de déficit potencial. Havia uma superestimação de receita, o que favorece emendas, duodécimo da Câmara e uma série de coisas. Ela acabou se realizando em R$ 600 milhões”, completou.
Ao DG, o secretário explicou que o superávit se deu a partir da contenção de custos promovida pela administração, sobretudo na Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg). “O Comitê Gestor de Gastos e o próprio prefeito seguraram as despesas possíveis, cortaram os excessos, reduziram despesas da Comurg. Houve um amplo programa de redução de despesas e esforço maior de arrecadação”, explicou.
O Paço também atuou para minimizar o volume de restos a pagar para 2026. Apenas 0,5% de todas as despesas empenhadas e liquidadas não foram efetivamente pagas, ou seja, há uma redução do comprometimento do orçamento de 2026 com débitos antigos.
Meta bilionária
Quando assumiu a administração, Mabel definiu como meta ter um superávit orçamentário de R$ 1 bilhão por ano para ter mais de R$ 4 bilhões. O objetivo é utilizar os recursos em investimentos para obras estruturais.
“O resultado foi extraordinário. Para o primeiro ano, com todos os problemas que enfrentamos, foi muito bom. Passamos pelo teste do primeiro ano e temos que continuar na mesma marcha para passar pelo teste do segundo ano”, destacou o secretário.
Ele informa ainda que a Secretaria de Infraestrutura já tem trabalhado nos projetos de engenharia para licitá-los e dar início a um pacote de obras. Ao DG, o prefeito já informou que planeja R$ 5 bilhões em obras. “
O relatório da Sefin aponta ainda que a capital fechou 2025 com uma disponibilidade de caixa de R$ 1,371 bilhão, quase o dobro dos R$ 743,6 milhões de dezembro de 2024. A dívida consolidada, ou seja, o montante total das obrigações financeiras de longo prazo do Paço, está em R$ 2 bilhões.
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