16 de agosto de 2026
ECONOMIA • atualizado em 28/07/2026 às 18:06

Prévia da inflação: Goiânia tem primeira queda de preços em quase um ano, diz IBGE

Grupo de alimentação e bebidas ajudou a conter processo inflacionário, mas custo de energia e outros itens ligados à habitação seguem em alta
Valores do supermercado ajudaram a segurar processo inflacionário. (Foto: Divulgação)
Valores do supermercado ajudaram a segurar processo inflacionário. (Foto: Divulgação)

Depois de dez meses consecutivos de alta, a prévia da inflação de julho apontou ligeira queda de preços em Goiânia. O IPCA-15, divulgado nesta terça-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), registrou retração de 0,03% em relação ao mês anterior, em oposição ao observado para o Brasil, que registrou elevação de 0,06%.

Foi a primeira retração de preços registrada na capital goiana desde agosto de 2025, quando o índice havia recuado 0,35%. Entre as 11 áreas pesquisadas pelo IBGE, Goiânia apresentou a quinta maior queda de preços do país, atrás de Belém (-0,22%), Belo Horizonte (-0,12%), Salvador (-0,10%) e São Paulo (-0,06%).

O resultado foi influenciado principalmente pelo recuo dos preços dos alimentos consumidos em casa e dos combustíveis. Quedas expressivas em itens como tomate, batata-inglesa, ovos, frango, gasolina e etanol ajudaram a reduzir despesas frequentes das famílias com supermercado e transporte.

Apesar desse alívio, altas em itens importantes da Habitação, especialmente energia elétrica residencial e gás de botijão, impediram uma queda mais intensa do índice geral e continuaram pressionando o orçamento doméstico.

A variação negativa em julho também não foi suficiente para baixar a inflação acumulada goianiense ao nível nacional. Na capital, nos últimos 12 meses, o índice está em 5,48%, acima dos 4,52% registrados para o Brasil.

O resultado representa ligeira aceleração em relação aos 5,45% observados em junho e mantém o índice local acima da média nacional. Entre os grupos com maiores altas acumuladas destacam-se Habitação (9,51%), Vestuário (6,82%), Educação (6,70%) e Despesas pessoais (6,84%).

Queda nas carnes, batata, tomate e combustíveis

O grupo Alimentação e bebidas recuou 0,73% em Goiânia no mês de julho. A principal contribuição veio da Alimentação no domicílio, que caiu 1,24%, resultado mais intenso que o observado para o Brasil (-1,14%). Entre os produtos que ficaram mais baratos, o destaque foi o tomate, com recuo de 20,48%. Também apresentaram quedas expressivas a batata-inglesa (-10,31%), a melancia (-10,37%) e a cenoura (-5,30%).

As carnes também contribuíram para reduzir as despesas das famílias. Houve recuos em cortes importantes, como costela (-1,85%), lagarto comum (-1,38%), alcatra (-1,36%), chã de dentro (-0,91%) e contrafilé (-0,58%).

Outros alimentos como ovos de galinha (-3,21%), frango inteiro (-3,79%), arroz (-1,55%), café moído (-1,55%), pão francês (-0,21%) e óleo de soja (-1,16%) ajudaram a aliviar o orçamento.

Apesar do alívio em boa parte das compras de supermercado, alguns alimentos ficaram mais caros. Foi o caso da cebola (12,80%), do limão (10,96%) e do queijo (2,69%), que exerceram pressão em sentido contrário dentro do grupo Alimentação e bebidas.

O grupo Transportes apresentou queda de 0,60% em Goiânia, resultado antagônico ao registrado para o país (0,11%). Grande parte desse movimento foi explicada pela redução dos combustíveis. O etanol recuou 4,08%, enquanto a gasolina caiu 1,24%. Também houve queda de 0,74% no óleo diesel. Para consumidores que utilizam veículo próprio diariamente, a redução dos preços nos postos ajudou a conter despesas recorrentes do orçamento familiar.

Outro item que contribuiu para o resultado foi o transporte por aplicativo, que ficou 5,13% mais barato em julho. Em sentido contrário, as passagens aéreas subiram 6,00%, pressionando parcialmente o grupo. Mesmo com a redução observada neste mês, os Combustíveis de veículos ainda acumulam alta de 7,40% em 12 meses em Goiânia. A gasolina registra elevação acumulada de 8,85% no período.

Alta na energia e no gás

O principal foco de pressão sobre a prévia da inflação veio do grupo Habitação, que avançou 1,03% em julho. A energia elétrica residencial subiu 2,56%, enquanto o gás de botijão aumentou 1,42%.

O condomínio também registrou alta de 0,84%. Esses itens possuem peso relevante no orçamento das famílias e impactaram diretamente o resultado do mês. No acumulado de 12 meses, os números chamam atenção. A energia elétrica residencial acumula alta de 17,23% em Goiânia e o grupo Habitação registra variação de 9,51%, acima do índice geral do período.


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