O IPCA-15, índice que é conhecido como prévia da inflação, em Goiânia foi o terceiro menor do país. De acordo com dados divulgados nesta sexta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro e Geografia e Estatística (IBGE), a capital goiana teve alta de 0,52% em fevereiro.
Das onze localidades pesquisadas, o índice mais alto foi observado em São Paulo, com 1,09%, ocasionado pelas altas nas passagens aéreas (16,92%) e nos cursos regulares (6,34%), com destaque para o ensino fundamental (8,32%).
O menor resultado ocorreu em Recife (0,35%) em razão das quedas no transporte por aplicativo (-10,34%) e na energia elétrica residencial (-2,32%). Porto Alegre, com queda alta de 0,48%, também teve índice abaixo do goianiense.
Subida e descida
O IPCA-15 de Goiânia acelerou para 0,52%, na comparação com a alta de 0,44% em janeiro. O valor corresponde à sexta variação positiva em sequência, mas é menor que o apresentado em fevereiro do ano anterior (0,99%).
Embora também seja um indicador calculado a partir da variação de preços em determinado
tempo, o IPCA-15 se difere do IPCA (índice oficial de inflação do país) pela abrangência geográfica e pelo período de coleta, que, para ele, costuma ser do dia 16 do mês anterior ao dia 15 do mês de referência.
No Brasil, o índice acelerou de 0,20%, em janeiro, para 0,84%, em fevereiro, com maior alta
verificada no grupo de Educação (5,20%), devido aos reajustes nas mensalidades de escolas e cursos que
ocorrem no início do ano letivo. O grupo de Transportes (1,72%) também se destacou, com impacto de
0,35 ponto percentual no índice.
Educação puxa alta
Em Goiânia, sete dos nove grupos investigados apresentaram alta na prévia dos preços em fevereiro. O setor de Educação (6,10%) foi o de maior impacto para a aceleração do índice. Os preços dos cursos regulares subiram 7,39%, com destaque para subitens ensino fundamental (8,76%) e ensino superior (5,89%).
Ressalta-se, também, as influências dos grupos de Saúde e cuidados pessoais (0,85%) e Transportes (0,35%). Entre os itens e subitens que os compõem, os aumentos mais relevantes ocorreram para Produtos farmacêuticos (1,15%) e para automóvel novo (2,20%).
Por outro lado, o grupo de habitação caiu 0,41% e teve a maior deflação. Sua retração se deve, sobretudo, à segunda queda consecutiva dos preços da energia elétrica residencial (-2,91%). Apesar disso, ela ainda acumula variação de 21,11% em 12 meses.
No setor de Transportes, embora o resultado geral seja de alta (0,35%), merece destaque a queda dos preços dos Combustíveis de veículos (-0,64%). Em fevereiro, a gasolina e o etanol registraram reduções de 0,60% e 0,96%, respectivamente. Já o óleo diesel assinalou aumento de 0,19%.
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