09 de agosto de 2026
ECONOMIA

Prévia da inflação em Goiânia é a terceira menor do país

Alta foi puxada pelo grupo da educação, com subida dos preços de cursos. Por outro lado, baixa na energia compensou
Prévia da inflação para fevereiro na capital está entre as menores do país. (Foto: Tânia Rego/EBC)
Prévia da inflação para fevereiro na capital está entre as menores do país. (Foto: Tânia Rego/EBC)

O IPCA-15, índice que é conhecido como prévia da inflação, em Goiânia foi o terceiro menor do país. De acordo com dados divulgados nesta sexta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro e Geografia e Estatística (IBGE), a capital goiana teve alta de 0,52% em fevereiro.

Das onze localidades pesquisadas, o índice mais alto foi observado em São Paulo, com 1,09%, ocasionado pelas altas nas passagens aéreas (16,92%) e nos cursos regulares (6,34%), com destaque para o ensino fundamental (8,32%).

O menor resultado ocorreu em Recife (0,35%) em razão das quedas no transporte por aplicativo (-10,34%) e na energia elétrica residencial (-2,32%). Porto Alegre, com queda alta de 0,48%, também teve índice abaixo do goianiense.

Subida e descida

O IPCA-15 de Goiânia acelerou para 0,52%, na comparação com a alta de 0,44% em janeiro. O valor corresponde à sexta variação positiva em sequência, mas é menor que o apresentado em fevereiro do ano anterior (0,99%).

Embora também seja um indicador calculado a partir da variação de preços em determinado
tempo, o IPCA-15 se difere do IPCA (índice oficial de inflação do país) pela abrangência geográfica e pelo período de coleta, que, para ele, costuma ser do dia 16 do mês anterior ao dia 15 do mês de referência.

No Brasil, o índice acelerou de 0,20%, em janeiro, para 0,84%, em fevereiro, com maior alta
verificada no grupo de Educação (5,20%), devido aos reajustes nas mensalidades de escolas e cursos que
ocorrem no início do ano letivo. O grupo de Transportes (1,72%) também se destacou, com impacto de
0,35 ponto percentual no índice.

Educação puxa alta

Em Goiânia, sete dos nove grupos investigados apresentaram alta na prévia dos preços em fevereiro. O setor de Educação (6,10%) foi o de maior impacto para a aceleração do índice. Os preços dos cursos regulares subiram 7,39%, com destaque para subitens ensino fundamental (8,76%) e ensino superior (5,89%).

Ressalta-se, também, as influências dos grupos de Saúde e cuidados pessoais (0,85%) e Transportes (0,35%). Entre os itens e subitens que os compõem, os aumentos mais relevantes ocorreram para Produtos farmacêuticos (1,15%) e para automóvel novo (2,20%).

Por outro lado, o grupo de habitação caiu 0,41% e teve a maior deflação. Sua retração se deve, sobretudo, à segunda queda consecutiva dos preços da energia elétrica residencial (-2,91%). Apesar disso, ela ainda acumula variação de 21,11% em 12 meses.

No setor de Transportes, embora o resultado geral seja de alta (0,35%), merece destaque a queda dos preços dos Combustíveis de veículos (-0,64%). Em fevereiro, a gasolina e o etanol registraram reduções de 0,60% e 0,96%, respectivamente. Já o óleo diesel assinalou aumento de 0,19%.


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