O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), tratado como prévia da inflação, acelerou em Goiânia. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o indicador aponta para alta de 0,44%, maior que o 0,04% registrado em dezembro.
O resultado para a capital goiana foi o quarto maior de 11 localidades pesquisadas. Goiânia ficou atrás apenas de Recife (0,64%), Rio de Janeiro (0,54%) e Salvador (0,47%). Por outro lado, há sinais de deflação em São Paulo (-0,04%) e Belém (-0,03%).
Na comparação com janeiro de 2025, no entanto, que foi de 0,53%, o índice goianiense teve desaceleração de 0,09%. Com isso, o acumulado em 12 meses assinalou a terceira redução sucessiva e chegou a 4,38%, voltando a ficar abaixo da média nacional após permanecer acima dela por três meses. No país, onde o resultado também foi de alta na comparação com o mesmo mês do último ano (0,09%), a taxa acumulada subiu para 4,50%.
Altos e baixos
Em Goiânia, oito dos nove grupos investigados apresentaram alta dos preços em janeiro. Transportes (1,05%) e Alimentação e bebidas (0,69%), que possuem os maiores pesos mensais, foram aqueles com maior impacto para a aceleração do índice. Entre os itens e subitens que os compõem, destacaram-se combustíveis de veículos (2,53%) e conserto de automóvel (3,09%). Ambos voltaram a registrar alta após duas retrações consecutivas.
Pelo terceiro mês consecutivo houve alta no segmento de carnes (1,85%). O tomate (24,31%) foi outro vilão, com o maior aumento desde abril de 2025 (28,05%). Embora pertença ao grupo de Habitação, único a assinalar queda em janeiro, o aluguel residencial teve alta de 2,21%. A variação apontada no mês é a maior desde outubro de 2023 (2,34%).
Na outra ponta, caíram preços da energia elétrica residencial e da passagem aérea. O primeiro teve redução de 5,55%, na primeira queda após quatro meses de alta. No caso da passagem aérea, a diminuição do preço foi de 10,02%.
Leia mais sobre: Goiânia / inflação Goiânia / Cidades

