11 de agosto de 2026
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Prévia da inflação: diesel tem alta recorde e puxa IPCA-15 em Goiânia

Grupo de alimentação e bebidas também influenciou aceleração do índice, que aponta para maior inflação na capital, assim como no país
Alta do diesel impactou prévia da inflação em Goiânia. (Foto: Agência Brasil)
Alta do diesel impactou prévia da inflação em Goiânia. (Foto: Agência Brasil)

A prévia da inflação (IPCA-15), divulgada nesta terça-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), trouxe um dado alarmante. Em Goiânia, o óleo diesel registrou 18,84% de alta, a segunda maior já registrada na série histórica, iniciada em fevereiro de 2020.

O resultado – que traz a prévia da inflação de abril – é o mais elevado para o combustível desde setembro de 2023, quando o diesel teve alta de 23,74%.

Ao longo de 2026, o combustível subiu 25,68%. Nos últimos 12 meses, a elevação é de 19,93%. A alta do diesel, segundo economistas, é reflexo da guerra no Oriente Médio, que encareceu o barril de petróleo no mundo. A alta no diesel tem poder para impactar o preço de alimentos e vários outros grupos.

A nível nacional, a situação foi similar. Em abril, o país também assinalou o segundo maior índice da série histórica (16%) para o óleo diesel, abaixo somente do obtido em setembro de 2023 (17,93%). No Brasil, as variações acumuladas são de 20,93% no ano e de 15,45% em 12 meses.

Apesar da indicação de alta dos preços do óleo diesel na capital goiana, outros componentes do grupo de transportes apresentaram queda em abril. É o caso do etanol (-8,14%), da passagem aérea (-14,51%) e da gasolina (-0,23%). Com isso, o grupo foi o único cuja prévia da inflação foi negativa (-0,50%) em Goiânia.

Aceleração

Em abril, o IPCA-15 de Goiânia acelerou para 0,65%, após a alta de 0,29% em março. O valor corresponde à oitava variação positiva em sequência e é o maior dos últimos seis meses, desde a alta registrada em outubro (1,30%).

No Brasil, a prévia da inflação de abril foi de 0,89%, 0,45% acima da taxa registrada em março (0,44%). A maior variação e o maior impacto positivo vieram do grupo Alimentação e bebidas (1,46%), influenciado, principalmente, pela alta dos preços dos seguintes produtos: cenoura (25,43%), cebola (16,54%), leite longa vida (16,33%), tomate (13,76%) e carnes (1,14%).


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