A vitória do Atlético Clube Goianiense sobre o Londrina, por 2 a 1, no Estádio Antônio Accioly, marcou não apenas o primeiro triunfo rubro-negro na Série B do Campeonato Brasileiro, mas também foi palco de um forte desabafo do presidente Adson Batista. Incomodado com os horários das partidas, o dirigente criticou duramente a organização da competição e a definição da grade televisiva.
Segundo Adson Batista, a escolha dos horários tem afastado o torcedor dos estádios e prejudicado diretamente o espetáculo. “Quem está definindo esses horários é um brincalhão. Esses dias jogaram Atlético, Vila Nova e Goiás no mesmo horário. Os caras querem tirar o torcedor do estádio”, disparou o presidente, evidenciando a falta de diálogo entre organizadores e clubes.
O dirigente também questionou a falta de bom senso ao marcar jogos em horários considerados inadequados, especialmente aos domingos à noite. “Domingo, oito e meia da noite, é um absurdo. O torcedor tem que trabalhar no outro dia, pegar ônibus, e colocam um jogo nesse horário. Isso é falta de visão”, afirmou, demonstrando preocupação com o impacto direto no público.
Outro ponto levantado foi a mudança na tradição da Série B, que historicamente ocupava datas como segunda e terça-feira. Para Adson Batista, essa alteração prejudicou a identidade da competição. “Mataram a segunda, terça, que eram dias ótimos para a Série B. Estão jogando contra o campeonato, desvalorizando um produto que é muito bom”, destacou.
Apesar das críticas, o presidente isentou a CBF de responsabilidade direta e direcionou suas reclamações à detentora dos direitos de transmissão. “Não é culpa da CBF. Isso é culpa de quem comprou o campeonato. Foi muito mal negociado e agora estamos pagando um preço altíssimo”, disse, referindo-se ao contrato firmado recentemente para as transmissões da competição com a ESPN/Disney.
Adson Batista reforçou sua preocupação com o futuro da Série B diante do cenário atual. “Infelizmente, estão estragando a Série B. Não teve o investimento que o campeonato merece e ainda colocam a gente para jogar nesses horários. É revoltante”, concluiu o dirigente, em tom de desabafo após a primeira vitória do Atlético na competição.
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